Por karilayn.areias

Rio - Um filme com muitas lágrimas, amor e perdas e um clima estranhamente longe do brega ou do dramalhão fácil. E, ah, também um filme que fala sobre morte e fatalidades, mas sem viés religioso. Dirigido por R.J. Cutler (‘Nashville’) e baseado no best-seller de mesmo nome escrito por Gayle Forman, ‘Se Eu Ficar’ pode até interessar a fãs de rock ou da melancolia da música dos anos 90 — a partir do romance colegial da violoncelista Mia (Chloë Grace Moretz, que atuou na refilmagem de ‘Carrie, a Estranha’), filha de roqueiros, com o guitarrista Adam (Jamie Blackley).

O casal adolescente de ‘Se Eu Ficar’%3A os músicos Mia (Chloe Grace Moretz) e Adam (Jamie Blackley)Divulgação

Na história, a tímida Mia toca música clássica em meio a vários fãs de rock (inclusive a própria família, que a apoia). Namorando Adam, começa a se ver numa grande dúvida entre estudar música em Nova York ou ficar com o namorado em sua cidade, alguns quilômetros distante. Adam, por sua vez, começa a excursionar com sua banda e o namoro esfria. Até que Mia sofre um acidente de carro com toda sua família e sua vida se torna o centro de uma decisão bem mais grave. Ela fica em coma e, fora do corpo, acompanha seu próprio caso na mesa de hospital, vendo a comoção dos parentes, dos médicos e de Adam.

Ao contrário do que poderia parecer no caso de um filme desses, o roteiro de ‘Se Eu Ficar’ não é construído em torno de conselhinhos religiosos e espirituais, nem de vidas sem rumo. Oferece mais uma história do dia a dia, com boas atuações e trilha sonora bem interessante — numa festa em casa, Mia e sua família chegam a tocar uma versão acústica de ‘Today’, dos Smashing Pumpkins. Nada de maravilhoso, mas diverte e conta uma boa história sem apelações emocionais.

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