Por karilayn.areias
MC Ludmilla é vaidosa%2C esbanja estilo e lança seu primeiro CD%2C ‘Hoje’ André Luiz Mello / Agência O Dia

Rio - A entrevista com MC Ludmilla está marcada para as 14 horas num hostel onde ela está hospedada no Leblon, mas a funkeira só consegue chegar às 15h30. Também, com agenda de shows lotada, dando seis entrevistas por dia, gravando vários programas de TV, lançando o seu primeiro CD, ‘Hoje’, pela Warner Music, e se preparando para o show de lançamento do disco, a cantora viu o tempo virar seu maior inimigo. “Está uma correria só, mas eu é que não vou reclamar. Este é o meu momento”, acredita.

Com o visual repaginado, novo nome artístico e uma conta corrente gorda, a ex-MC Beyoncé reconhece que está mais madura, e isso se reflete no seu trabalho. “Estou ousada. No início da minha carreira, eu pensei em montar uma banda, fazer um show grande, com balé, mostrar o meu trabalho. Mas as pessoas me chamavam de maluca. Diziam que não tinha espaço para esse tipo de estrutura no funk. Agora, vou provar que tudo isso é possível”, promete.

No CD, que tem show de lançamento previsto para o dia 30, a funkeira de 19 anos está independente o suficiente para dar uma pitada de pop ao batidão de suas canções. “Resolvi mostrar as minhas composições. O disco tem cinco músicas minhas e duas participações muito especiais: o Belo, um cantor que, há anos, quando eu encontrei com ele, jurei que um dia faríamos um dueto, e o Buchecha, que é um cara muito talentoso.”

Tantas mudanças fazem com que Ludmilla seja comparada a outra poderosa do funk, a cantora Anitta. “Ela é uma parceira, mas cada uma tem o seu estilo”, garante. Já a americana Beyoncé é uma inspiração que a moça reconhece com orgulho. “Eu me tornei cantora por causa dela. Desde quando a vi em um DVD, aos 12 anos. Acho que eu queria ser um pouco que nem ela, afinal, quem não quer?”

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Mais sensual, Ludmilla cortou o cabelo e passou a usar calças coladinhas e salto. “Estou vaidosa. Se fosse antigamente, eu viria dar entrevista com a cara que eu acordei”, conta ela que, recentemente, gastou R$ 10 mil em uma tarde de compras. “Eu gosto de comprar. Consumi tanto nos últimos tempos que tive que transformar um cômodo em closet”, admite.

Apesar da extravagância, Ludmilla jura que é controlada. Tanto que comprou o seu primeiro carro com apenas 17 anos, já tem uma casa própria e planeja adquirir uma mansão em breve. “Vai ser enorme, igualzinha à do jogador Ronaldinho Gaúcho.” Mas tem que ser em Duque de Caxias, cidade onde a funkeira garante que viveu os melhores anos de sua vida. “Gosto de lá e ainda não senti necessidade de sair.”

Sem se intimidar, Ludmilla diz que o funk está longe de se livrar do preconceito, do mesmo jeito que a mulher negra ainda sofre para ter o seu lugar ao sol. “O funk sempre vai ser criticado, mas a verdade é que, como diz a música, ‘é som de preto, de favelado, mas, quando toca, ninguém fica parado’. Comigo, agora eles não se criam. Só porque coloquei uma pegada pop, eles agora dizem que eu fiquei fina”, brinca.

Pingue pongue

AMOR: “O que eu sinto pela minha família.”

FAMÍLIA: “É a base de tudo.”

CARREIRA: “Uma luta diária.”

SUCESSO: “Não acontece sem muito esforço.”

DINHEIRO: “Necessário para ter conforto.”

VAIDADE: “Em excesso pode ser perigosa.”

SEXO: “Faz bem pra pele e eu tenho feito para relaxar.”

UMA LEMBRANÇA BOA: “Minha infância.”

UMA LEMBRANÇA RUIM: “A morte do meu tio, uma pessoa que eu admirava muito.”

SONHO: “Ser conhecida mundialmente.”

ÍDOLO: “Beyoncé.”

FUTURO: “Estou batalhando muito para que o meu seja brilhante.”

PERSONALIDADE: “A minha é forte. Se tenho um problema, resolvo na hora, não deixo para depois.”

TRAIÇÃO: “Eu jamais perdoaria.”

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