Banda Dona Joana apresenta seu novo CD no Humaitá

Lançamento foi realizado graças a financiamento coletivo dos fãs

Por O Dia

Rio - A banda Dona Joana lançando seu segundo disco, 'De Voar ou Cadê o Ota?', neste sábado, dia 4, no Espaço Sérgio Porto (Rua Humaitá 163), às 20h30. O novo trabalho é independente e foi produzido graças a financiamento coletivo do público. Dona Joana é formada por 7 artistas multifacetados que conferem um caráter circense e inusitado ao show. Conversamos com Gui Stutz (voz e guitarra) sobre o momento do grupo:

Banda Dona Joana apresenta seu novo CD no HumaitáDivulgação

Apesar de me parecer que o rock é o fio condutor, acredito que a própria banda descreveria que seu som não é só isso... como definir o som da Dona Joana?

Sempre foi uma coisa difícil definir completamente o nosso som. Acho que muito porque nosso show não se baseia só nas musicas, somos muito cênicos também. A banda começou num cabaré de circo, e éramos parte do elenco. alguns acrobatas, alguns atores, alguns dançarinos... e resolvemos formar uma banda para tocar ao vivo no espetáculo. Mas para facilitar, a gente deu um apelido de Rock Popular Brasileiro para essa nossa viagem.

Senti influências nítidas de Os Mutantes... procede? É do rock dos anos 60/70 onde vem as principais influências/inspirações do grupo?

Procede muito! Achamos o máximo quando alguém faz essa menção aos Mutantes quando ouve nosso som. somos muito fãs. Não sei se é do rock de 60 e 70 que vem as principais referências, porque cada um da banda tem referencias muito ecléticas. Até fizemos um pout porri que brinca com isso, cada um escolheu uma musica aleatória e juntamos tudo. Ele foi de Madonna a Jorge Ben... uma loucura.

Me fale sobre esse título do disco de vocês... Quem é o Ota?

Ota é o Otávio Santos. Ele é o nosso eterno maestro, o oitavo integrante da banda. Mas ano passado ele voltou pra terra dele, pra Porto Alegre. E a pergunta recorrente nos shows, ou na foto de divulgação do trabalho, e até pra gente nos ensaios era: 'gente, cadê o Ota?' Depois de umas cinco reuniões, uns 25 emails e alguns telefonemas, chegamos a conclusão esse era o nome do CD.

Quanto tempo levou e como foi o processo do financiamento coletivo? Por que optaram por esse caminho? Atualmente, é mais difícil viabilizar um projeto de um CD apenas com a receita de shows?

A campanha durou mais ou menos uns 90 dias. Hoje, é praticamente impossível viabilizar um CD com receita de shows. Fazemos poucos shows, por questões de estrutura mesmo. Somos meio show e meio espetáculo. Adoramos isso, mas é difícil consolidar o trabalho. O financiamento coletivo veio como uma ferramenta que possibilita o artista captar fundos pra fazer o projeto exatamente como ele imaginou, através de uma relação direta com o publico mais interessado nesse trabalho. Isso é o mais legal da história toda. É por isso que estamos tão felizes com nosso CD.

O que mudou no som a na banda de maneira geral, do primeiro CD para este novo lançamento?

Nosso primeiro CD foi lançado em 2010. Então, antes de mais nada, estamos mais velhos! Mas a mudança principal é não ter o Ota no palco conosco. Acho que de maneira geral, o que mudou é que estamos mais maduros musicalmente.

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