Suzana Faini vive mulher autoritária na peça ‘Silêncio!’

Aos 81 anos, atriz comemora seu pique

Por O Dia

Rio - Suzana Faini, de 81 anos, é reservada, discreta. Chega pontualmente no café marcado para a entrevista com o DIA ao lado da filha, Milenka, 51. Serena, pede que falemos baixo, para não importunar as outras pessoas no local. Aos poucos, vai mostrando que é bem diferente de sua personagem Esther, da peça ‘Silêncio!’, de Renata Mizrahi, que fica em cartaz até o dia 26 de outubro no Espaço Tom Jobim.

Suzana Faini é autoritária e preconceituosa na peça ‘Silêncio!’Divulgação

“Esther é uma mulher autoritária, preconceituosa. Que se preocupa com a opinião dos outros. As pessoas acham graça por ela ser tão imbecil. O marido dela está sempre atrás de um copo de vinho e, durante um encontro da família, ele revela um grande segredo. A peça também fala sobre as polacas”, explica a atriz.
Preconceituosa Suzana afirma que não é. Mas admite ser um pouco autoritária na vida real. “Sou pior que a Esther”, diz, aos risos. “Brincadeira. Sou uma pessoa muito diferente dela. Ela se acha certa em tudo, eu não. Estou sempre aberta para aprender, me desculpar e ser melhor.”

Embora nunca tenha presenciado um barraco familiar, a atriz acredita que reuniões de parentes sempre acabam sendo palco de brigas e desavenças. “As pessoas se reúnem, mas elas se gostam, se detestam, se criticam. Não me lembro de ter passado por algo parecido, mas sempre fiquei chateada com pessoas que não são pontuais. Isso é falta de carinho”, reflete.

O espetáculo também fala de gerações, amor, amizade e traição. “Antigamente, se mudava de geração a cada 30 anos. Hoje em dia, em menos de dez anos já mudamos. A gente se refere a um ou dois anos como se fosse um passado distante.”

Com a agenda profissional dividida entre a peça e um filme, Suzana admite que a rotina anda puxada. “É bem cansativo, puxadão, mas dificilmente alguém recusa, porque sempre pensa que pode fazer. É terrível, mas dá certo”, diverte-se. E entrega que é muito paparicada pelas equipes de trabalho. “Tem sempre uma pessoa com uma cadeira atrás de mim, um sapato, uma água.” Para quem tem mais de oito décadas de vida, Suzana mata de inveja qualquer mulher com sua beleza e forma física. “Atualmente, não faço nada, nem ginástica. Sou de uma preguiça sem igual”, jura.

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