Por karilayn.areias

Rio - E lá se vão 40 anos desde que o “mago dos teclados” Rick Wakeman veio ao Brasil pela primeira vez. Na ocasião, o musico inglês, ex-integrante da legendária banda de rock progressivo Yes, trouxe ao Maracanãzinho o show de seu disco-temático ‘Journey to the Centre of the Earth'. Nesta quarta, ele volta à cidade, no Teatro Bradesco (Av. das Américas 3.900/Lj 160, Shopping VillageMall, Barra da Tijuca), com o mesmo repertório, acrescido de clássicos de seu antigo grupo. Tão marcante quanto aquele show, porém, foi sua passagem nada discreta pela piscina do Copacabana Palace.

“Estava um baita calor, lembro bem, eu e a minha banda chegamos e ninguém achava sungas. Falamos: ‘Não importa’. Tiramos as calças e mergulhamos de cuecas. As pessoas ficaram chocadas”, recorda Wakeman. “A apresentação também foi algo espetacular! Ouso dizer que foi a melhor de todas que fiz com o repertório daquele disco”.

A paixão pelo Brasil vem de lá, e só fez crescer, tanto que ele chegou a compor uma música chamada ‘Pedra da Gávea’. “Lembro bem, estava andando pela orla carioca, quando vi a Pedra da Gávea. Daí eu olhei em volta e todas as pessoas estavam ou cantando, ou dançando ou jogando futebol. Achei aquilo muito musical e assim surgiu a musica”, conta.

Nessa nova vinda ao país (ele contabiliza “sete ou oito passagens pelo Brasil”), Wakeman quase esbarra com seu veho chapa de Yes, o vocalista Jon Anderson, que cantou no Vivo Rio semanas atrás. “Somos grandes amigos!”, atesta o tecladista, que chegou a fazer turnês em dupla com ele, recentemente.

É irresistível perguntar, porém, como era ser o único carnívoro no Yes, que na época era uma banda quase 100% vegetariana – Wakeman chegava nos ensaios sempre comendo sanduíches de três andares e arrotando alto, só para encher o saco da banda. “Era isso mesmo!”, confirma ele, aos risos. “Mas eles eram caras bacanas, deixavam eu comer meu hambúrguer. E, sabe, acho que hoje nem são mais vegetarianos”.

A música e o talento de Rick Wakeman continuam o mesma, mas os seus cabelos... “Ainda são louros e grandes, só que não tanto quanto antigamente. Caia no meio dos olhos, não sei como aguentei tanto tempo”.

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