Filme sobre brasileiros na Segunda Guerra ganha o Cine Ceará

‘A Estrada 47’ já coleciona troféus conquistados em festivais de cinema

Por O Dia

Fortaleza - A história sobre os pracinhas brasileiros na Segunda Guerra Mundial vem conquistando prêmios por onde passa. Após vencer o Festival de Gramado em agosto, ‘A Estrada 47’, de Vicente Ferraz, é o vencedor do troféu Mucuripe de melhor filme no Cine Ceará 2014, onde também faturou melhor direção de arte. Com estreia prevista para 8 de maio — dia em que a Alemanha nazista foi derrotada pelos países aliados, em 1945 —, o longa chegou a ser desacreditado até mesmo pela equipe italiana, que considerava uma loucura rodar ao ar livre, durante o inverno da Itália. 

Julio Andrade, Thogun, Daniel de Oliveira, Ivo Canelas e Francisco Divulgação


A inspiração de Ferraz veio não só de registros históricos, mas de depoimentos de pessoas que estiveram na frente de batalha. Uma delas é Boris Schnaiderman. O escritor ucraniano, radicado desde a infância no Brasil, que relatou o que viveu no livro ‘Guerra em Surdina’, ponto de partida para o cineasta, que já prepara uma série para a TV sobre o mesmo tema.

Apesar da boa trajetória, filmar ‘A Estrada 47’ não foi nada fácil. Com quase todas as cenas em meio à neve, a trama conta a saga dos soldados Guimarães (Daniel de Oliveira), Piauí (Francisco Gaspar), Laurindo (Thogum Teixeira) e o tenente Penha (Julio Andrade), que conhecem o jornalista Rui (Ivo Canelas). Através dele, eles descobrem um campo minado ativo, que decidem desativar.

“A sensação térmica era de 25 graus negativos. Eu quase perdi o pé por causa de um fungo que me deu. Precisávamos parar algumas vezes por dia para descongelar o pé”, conta Thogun, que usou coturnos originais da Segunda Guerra, por um mês e meio.

Mas o resultado final acabou fazendo sucesso. O drama ganhou a categoria de Melhor Montagem no Festival do Rio 2013, onde estreou. Depois da premiação em Gramado, faturou o troféu mais cobiçado do Cine Ceará, desbancando diversas produções latino-americanas: a mexicana ‘Obediência Perfeita’ (Melhor Ator para Sebastian Aguirre, e direção para Luiz Urquiza); a espanhola ‘Os Fenômenos’ (Melhor Trilha Sonora, Roteiro e Fotografia); a chilena ‘Eu Não Sou Lorena’ (Melhor Atriz para Loreto Arabena); as brasileiras ‘A Vida Privada dos Hipopótamos’ (Melhor Edição e Prêmio da Crítica) e ‘De Gravata e Unha Vermelha’; e ‘Dólares de Areia’ (Melhor Som), da República Dominicana.

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