Orquestra toca rock progressivo no teatro da Uerj

Repertório inclui músicas do Rush e Emerson, Lake & Palmer

Por O Dia

Rio - “Já deve ter acontecido de algum fã de música erudita chegar desinformado a um concerto nosso e achar que estávamos tocando música clássica, não sei. Se fosse eu o desinformado, para mim seria uma grata surpresa”, brinca o baterista e percussionista Philippe Davis, da Orquestra de Solistas de Rio de Janeiro (OSRJ), formada por músicos de câmara. Dirigida pelo maestro Rafael Barros Castro, a turma vai nesta terça-feira ao Teatro Odylo Costa Filho, na Uerj, às 19h30, apresentar um ousado concerto em que o repertório é formado por temas de rock progressivo.

Entre os incluídos no roteiro estão Rush (‘Xanadu’), Emerson, Lake & Palmer (‘Karn Evil 9’), Jethro Tull (‘Thick As A Brick’) e King Crimson (‘Fallen Angel’). Durante o concerto, imagens do espaço captadas pela Nasa serão projetadas no palco. Davis, idealizador do concerto e autor dos arranjos, foi despertado para o som progressivo pelos grandes bateristas do estilo. E enxerga peso sonoro também na música clássica.

OSRJ%3A violinos%2C harpa e guitarra em músicas de Jethro Tull%2C Rush%2C Emerson%2C Lake %26 Palmer e outrosDivulgação

“A ‘Sinfonia Fantástica’ de Berlioz, por exemplo, me chamou a atenção para a percussão dentro da orquestra”, diz o músico, que incluiu harpa, guitarra, piano e mais dois percussionistas na orquestra para o concerto.

“O público de progressivo é muito exigente. Se não gostarem, vaiam mesmo! Acredito que a maior parte do nosso público seja de roqueiros. Ainda há um certo preconceito por parte dos fãs de clássico.” 

Em 2015, a OSRJ completa dez anos. O objetivo da turma é passar sempre longe da zona de conforto musical. “Estreamos fazendo ‘A História do Soldado’, de Stravinsky. E fizemos completa, com música e encenação. Temos a ousadia no DNA!”, brinca ele.

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