Kayky Brito comemora 15 anos na TV em 'Alto Astral'

Longe das novelas desde 'Passione', de 2011, o ator volta à cena como um médico anestesista viciado em remédios

Por O Dia

Rio - Os 15 anos de carreira de Kayky Brito estão sendo comemorados, com o perdão do trocadilho, em ‘Alto Astral’. Afastado das novelas desde ‘Passione’ (2011), o ator, que fez o seu primeiro trabalho em ‘Chiquititas’, em 1999, voltou à TV como o Israel da novela das 19h, disposto a não mais sair.

“Foi um período de ócio produtivo. Viajei, morei por cinco meses em Nova York, estudei teatro lá fora. Tive esse privilégio de poder viajar. Agora, estou muito feliz em ‘Alto Astral’, já estava com saudade. Adoro todo mundo da novela, já formamos uma família. Que pena que depois cada um siga o seu rumo”, lamenta.

Kayky Brito volta às telas como um médico anestesistaJoão Miguel Júnior / TV Globo

Mas reencontros também têm lá seus fascínios. Em ‘Alto Astral’, Israel é filho de Elizabeth Savalla, que foi mãe de Kayky anteriormente em ‘Chocolate com Pimenta’ (2003). “Eu falo de boca cheia que a Elizabeth é muito maravilhosa. Ela pode estar contando uma piada que, se entra uma cena de emoção, ela chora na mesma hora. A Elizabeth é uma monstra da TV e do teatro”, elogia.

E o retorno de Kayky, de 26 anos, à TV acontece em um papel com uma forte carga dramática. Israel é um médico anestesista dependente de medicamentos controlados.

“A família do Israel é cômica, mas ele sofre por ter ido para esse caminho do uso de remédios. Na vida real, há muitos casos assim, muitos médicos que acabam entrando em depressão e recorrendo ao uso de substâncias para se acalmar. Eu li que a Anestesiologia é a especialidade mais desgastante na Medicina. O anestesista é o médico que mais faz plantão, que menos tem horas de lazer. É delicado falar sobre o assunto, estou mergulhando de cabeça e acho que é importante contar essa história”, comenta.

Uma das funções sociais do personagem é alertar sobre o risco da automedicação. “Hoje em dia, por conta da ansiedade ou da dificuldade em ir a um consultório médico, as pessoas acabam se automedicando. Não acho isso certo. Já tomei vitaminas para repor energia por conta própria, mas de remédio tarja preta eu corro, estou fora”, afirma.

Para Israel, que luta para se livrar do vício em medicamentos, a vida está tão difícil que não há sequer espaço para o amor. “Ele não namora. Por enquanto, a história do Israel está mais focada no vício, nas recaídas, nas tristezas. Casos amorosos talvez fiquem para a próxima novela”, aposta o ator, que namora a jovem Bianca Amaral há alguns meses, mas se recusa a falar sobre o relacionamento.

Espiritualidade, no entanto, não é tema proibido para Kayky. “Sou um cara eclético para religião. Nasci católico, não sou espírita, leio sobre budismo, enfim, me interesso por tudo um pouco. Acho que todo mundo se interessa de alguma forma pelo sobrenatural. Mas se a mente da gente estiver sã, está tudo certo”, acredita. Nem ver um espírito, com acontece com personagens da novela, abalaria o ator.

Da esquerda para a direita%2C Giovanna Lancellotti%2C Sabrina Petraglia%2C Leopoldo Pacheco%2C Gabriel Godoy e Kayky Brito%3A a família em uma cena da novela ‘Alto Astral’João Miguel Júnior / TV Globo

“Não tenho medo, mas tenho curiosidade. Nunca tive contato com nada sobrenatural. Já fui em um centro espírita, mas não vi nenhuma psicografia, nada. Fui mais para me benzer, receber um passe. Saí de lá mais leve, mas confesso que fui na intenção de ver alguma coisa”, confidencia.

Vivendo um momento de paz e sem fantasmas por perto, Kayky também não vê a hora de retomar a carreira nos palcos. “Amo teatro. Estou procurando um texto para montar no ano que vem. Gosto do cheiro da coxia, do palco, a coisa do erro que não tem volta. E eu não gosto de parar peça. Pode tocar celular que eu continuo. Para mim, no teatro, a gente tem que seguir em frente, independentemente do que venha a acontecer.”

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