Nem viajando Paulo Caruso deixou a caneta e o caderno de lado

O 'carica-turista' autografa o livro de sua autoria 'Desenhando Longe: Cadernos de Viagem, EUA 94', em livraria no Leblon

Por O Dia

Rio - Definindo-se como ‘carica-turista’ — um indivíduo munido de caneta e caderno que viaja retratando a vida —, Paulo Caruso não parou de rabiscar durante a Copa do Mundo de 1994, nos EUA, como enviado especial do jornal ‘O Estado de São Paulo’. Por ‘rabiscos’, devemos entender desenhos instantâneos e expressivos de um dos grandes cartunistas brasileiros.

Neste sábado à noite, além de comemorar o aniversário de 65 anos, Paulo autografa o livro ‘Desenhando Longe: Cadernos de Viagem, EUA Copa 94’ (Editora Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 60 págs., R$ 80), a partir das 18h, na Livraria Argumento do Leblon.

Uma das caricaturas da seleção brasileira que está no livroArte Paulo Caruso / Divulgação

“Comprei um caderno para anotar os telefones da equipe, endereços e conexões, e acabei desenhando nele tudo o que se passava ao meu redor. Nos treinos da Seleção, chegaram a achar que eu era um espião de time adversário”, diz Paulo Caruso. E informa que vai levar seu violão para o lançamento, e não está descartada uma ‘jam session’ com amigos como Aroeira, chargista do DIA, que toca saxofone.

Os desenhos acompanham textos do autor, além de crônicas que ele escolheu de amigos como os escritores Luis Fernando Verissimo e Mário Prata, que também estavam na Copa a serviço de jornais.

Não apenas os jogadores, mas torcedores, personagens das ruas e até paisagens retratadas de dentro da van que levava os jornalistas, em movimento, formam o painel das impressões visuais de Caruso.

“O desenho mais rápido é menos elaborado, mas traz vivacidade e expressão. Às vezes, não sei onde vou parar quando começo”, conta, do alto de meio século de carreira.

Ao lado do irmão gêmeo, Chico, Paulo Caruso desenha desde os 5 anos, e profissionalmente desde os 15. Enxerga o mundo por meio de folhas em branco que preenche em segundos, deixando a audiência boquiaberta.

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