Último filme da saga 'O Hobbit' explora a computação gráfica na medida certa

Mesmo com 144 minutos de duração, longa não é cansativo

Por O Dia

Rio - A responsabilidade de concluir uma trilogia esperada por milhões de fãs do escritor J. R. R. Tolkien assustou, mas não impediu o diretor Peter Jackson de soltar sua imaginação em ‘O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos’.

Criaturas fantásticas, que ganharam vida por meio da computação gráfica, como o dragão Smaug, os apavorantes orcs ou um exército de elfos colorem a tela em efeito 3D bem explorado, que não excede, e sim harmoniza com a trama.

Martin Freeman%2C como o hobbit Bilbo%2C é um dos destaques do elencoDivulgação

Apesar dos 144 minutos de filme parecerem longos, essa terceira e última parte de ‘O Hobbit’ não cansa. Muito pelo contrário, desde as primeiras cenas do ataque do dragão à Cidade do Lago até o fim da batalha entre os orcs, humanos, elfos e anões, os personagens não perdem o fôlego. Jackson soube intercalar muito bem a ação com cenas mais dramáticas, como os delírios do rei Thorin (Richard Armitage), que, dentro de sua montanha cheia de ouro, é consumido pela ganância e pelo poder.

Houve espaço também para o humor, com o personagem Alfrid (Ryan Gage), que chega a se vestir de mulher para não enfrentar a batalha. Mas são as interpretações de Ian McKellen, como o mago Gandalf, e de Martin Freeman, como o hobbit Bilbo, que conduzem toda a trama e dão mais consistência ao longa.

O cenário também é um show à parte. Jackson soube explorar bem as belezas naturais da Nova Zelândia, com seus imensos descampados e montanhas. E alinhavou as imagens com a trilha sonora, com direito a uma composição inédita, ‘The Last Goodbye’ (o último adeus), interpretada no final por Billy Boyd, o mesmo que viveu Peregrin ‘Pippin’ Took na trilogia de ‘O Senhor dos Anéis’. Mas, apesar do título da música, a história termina com gostinho de quero mais.

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