'Exôdo: Deuses e Reis' conta novamente a saga de Moisés

Novo filme do diretor Ridley Scott lembra um de seus maiores sucessos, 'Gladiador'

Por O Dia

Rio - Ao ver o primeiro trailer de ‘Êxodo: Deuses e Reis’, muita gente não encontrou alternativa a não ser associar o novo filme do diretor inglês Ridley Scott a um de seus maiores sucessos: ‘Gladiador’. Depois de assistir ao longa, é inevitável chegar à conclusão de que, de fato, ambos se parecem bastante.

Christian Bale interpreta Moisés%2C o hebreu criado entre a realeza egípcia que liberta seu povo da escravidãoDivulgação

A estrutura clássica da jornada do herói, os cenários épicos e a ambientação histórica correta faz com que os dois possam ser vistos como produções ‘gêmeas’. Aqui, no entanto, não são a vingança e o senso de justiça que moverão o protagonista — em ‘Êxodo’, é um chamado divino e a ligação com um povo em especial que farão com que o personagem principal avance na trama.

O filme toma como base a história de Moisés (Christian Bale) — hebreu criado entre a realeza egípcia e que, num dado momento, é escolhido por Deus para libertar seu povo, que há 400 anos vive na escravidão no Egito.

A saga de travessia dos hebreus em direção a Canaã, a terra prometida, não é nova nas telas. Duas versões de ‘Os 10 Mandamentos’, que contavam a mesma história, já chegaram ao cinema, respectivamente em 1923 e 1956, ambas pelas mãos do diretor Cecil B. DeMille. No entanto, como era de se esperar, a abordagem de Scott, por contar com orçamento superlativo e recursos técnicos mais amplos, funciona em escala maior — os cenários e efeitos visuais, principalmente a sequência de abertura do Mar Vermelho, são impressionantes.

Autodeclarado agnóstico, o diretor não encontrou problemas para lidar com uma história que é importante para adeptos de duas religiões: cristianismo e judaísmo. Ele mostra ter estudado a fundo o material que originou o roteiro — um dos exemplos é que sua interpretação de Deus é bastante parecida com aquela vista no Velho Testamento: um ser todo-poderoso e vingativo.

O roteiro poderia apenas ter sido um pouco mais cuidadoso na construção da personalidade de Moisés: em determinadas partes, suas decisões e mudanças de rumo ocorrem de forma brusca, o que faz com que, em alguns momentos, seja um pouco difícil acreditar nas motivações do personagem.

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