‘Uma Noite no Museu 3 — O Segredo da Tumba’ alterna diversão e cansaço

Terceiro filme da série traz poucos bons momentos e elenco transparece desinteresse. Cotação: * Razoável

Por O Dia

Rio - ‘Uma Noite no Museu 3 — O Segredo da Tumba’ consegue uma façanha rara: provocar ao mesmo tempo, e ao longo de 98 minutos, as sensações de cansaço e, também, diversão. Embora esta última em grau bem reduzido. Não deve ser fácil manter essa ambiguidade. Muito embora — e é possível afirmar — essa provavelmente não deva ter sido a intenção original dos produtores. 

Ben Stiller (no centro da foto%2C de joelhos) precisa impedir que os personagens do museu voltem à vidaDivulgação


Sim, porque se por um lado é divertido ver personagens que, sobretudo no filme original, materializam a antiga fantasia de ver peças e estátuas de museu ganharem vida, é inevitável notar o desinteresse que boa parte do elenco deixa transparecer durante a exibição desta terceira parte. As situações repetidas e atos cômicos desgastados presentes na produção devem ter contribuído para um resultado final tão irregular.

Na trama, Larry Daley (Ben Stiller), agora não mais apenas um segurança noturno, mas o responsável pelas principais atrações do Museu de História Natural de Nova York, precisa encontrar um meio para impedir que a antiga tábua egípcia que traz os personagens históricos de volta à vida durante a noite perca sua magia. Para isso, eles terão que atravessar o Atlântico e chegar ao British Museum, em Londres, onde a solução do problema poderá ser encontrada.

Há instantes nos quais algumas piadas funcionam, sobretudo nos momentos de participação de Dan Stevens, egresso da série inglesa ‘Downtown Abbey’ — sua interpretação exagerada de Sir Lancelot garante algumas cenas realmente divertidas no filme. No meio de situações não muito bem amarradas, há espaço para uma rápida discussão sobre desapego e também para a divertida participação especial de um ator bastante conhecido, não citado nos créditos. Os méritos, no entanto, param por aí.

Convém lembrar que ‘Uma Noite no Museu 3 — O Segredo da Tumba’ praticamente serve como marco final das carreiras de dois grandes nomes do cinema americano: Robin Williams e Mickey Rooney. Pela longa lista de contribuição à sétima arte, mereciam um encerramento num filme mais relevante.

A sensação agridoce que o público experimenta ao fim do longa é um sinal de que talvez a saga vivida na noite no museu nova-iorquino tenha, de fato, chegado ao fim. Embora a última cena do longa dê margem para que essa situação possa ser revertida.

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