Por daniela.lima

Rio - Grande campeã do cinema nacional, a comédia parece ter encontrado uma fórmula mágica para atrair o público com piadas vazias e nem sempre engraçadas. Provavelmente você vai achar que ‘Loucas Pra Casar’ é mais um dessa lista. Engana-se. O longa guarda uma virada inesperada, capaz de derrubar os estereótipos e clichês apresentados até lá. 

Suzana Pires%2C Ingrid Guimarães e Tatá Werneck brigam por Márcio GarciaPaprica Fotografia


Dirigido por Roberto Santucci, responsável pelos maiores sucessos do gênero nos últimos anos, o filme mostra a história de uma mulher moderna, de 40 anos, que se vê pressionada por ela mesma e pela sociedade a mudar o status de solteira para casada.

Malu (Ingrid Guimarães) é bem-sucedida, tem um relacionamento aparentemente impecável e um namorado atencioso (Márcio Garcia). Mas, como nada é perfeito, em um momento ela perde o controle sobre a situação e passa a alimentar típicas neuroses femininas.

É aí que o fantasma da traição se materializa em Lúcia (Suzana Pires) e em Maria (Tatá Werneck). A primeira é uma dançarina devassa, capaz de realizar todos os desejos sexuais de um homem. A segunda, uma jovem pudica e submissa, capaz de se sacrificar sempre em prol das vontades do companheiro.

Até aí, dá para rir de algumas piadas, mas o que vemos é um sucessão de clichês e uma história extremamente machista. Calma! O roteiro guarda um trunfo pela frente. O problema é que esse trunfo só é revelado em um momento em que, talvez, o espectador já tenha se cansado do longa.

Mesmo assim, ‘Loucas Pra Casar’ é uma comédia corajosa e digna de destaque. O filme consegue construir um humor leve e ao mesmo tempo crítico sobre a vida da mulher moderna dentro de uma sociedade machista e de padrões ultrapassados.

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