Geraldo Azevedo celebra sete décadas com show e discos

Cantor prepara álbum por crowdfunding

Por O Dia

Rio - No passado, durante uns shows em Maceió, o agora setentão (chega à idade hoje) Geraldo Azevedo foi dar uma volta na praia. E constatou que músicas suas — como ‘Dia Branco’ e ‘Táxi Lunar’ — são mesmo um sucesso nos bares de voz e violão. “Em cada bar em que entrava, via alguém tocando uma canção minha!”, brinca, para depois confessar que nem sempre os resultados eram os melhores. “Ih, tinha gente tocando com harmonia errada... Mas nem reclamo. Quando comecei, não tinha ninguém para me ensinar, ia pela intuição.” 

Geraldo%3A pela primeira vez%2C um show de Carnaval no Circo VoadorDivulgação


Com vários frevos e forrós no repertório, Geraldo abre as comemorações fazendo, pela primeira vez, um show de Carnaval no Rio. ‘Noites de Frevo’ ocupa duas noites (23 de janeiro e 5 de fevereiro) no Circo Voador. “Faço sempre o arraiá do Circo. Dessa vez, vou mostrar uma prévia do show que faço em Pernambuco e em lugares como Sobral (CE).”

Além de seu repertório (incluindo ‘Aquela Rosa’, frevo antigo feito com Carlos Fernando, que nunca gravou), ele apresenta músicas de Capiba, Zé Ramalho e (olha só) ‘Taj Mahal’, de Jorge Ben Jor. “É uma novidade nos meus shows. Estava ouvindo essa música outro dia e me surpreendi. Ela é um frevo! Queria muito que o Jorge participasse da gravação do meu DVD, que quero fazer lá no Recife”, adianta o cantor, pretendendo comemorar os 70 com o registro, ainda sem data definida.

Mais: vem por aí também um CD de inéditas, que tornará Geraldo o primeiro nomão da MPB a aderir ao ‘crowdfunding’, plataforma de arrecadação de dinheiro com fãs para a produção de um álbum. “Banco meus discos desde 1986, mas hoje está tudo caro demais!”, conta. “Nunca dei sorte de conseguir apoio em edital para fazer discos. Como tenho muita interação com meus fãs, decidi experimentar.”

Além dos álbuns solo, Geraldo teve diversos trabalhos em parceria durante a carreira. O primeiro disco, de 1972, foi feito em dupla com Alceu Valença e leva os nomes dos dois no título. “Em 2012, até propus ao Alceu um show em dupla. Lembro que ele era muito instintivo, tocava e não conseguia repetir”, lembra o cantor, fã de tecnologia a ponto de ter sido dono do primeiro estúdio digital do Rio, o Discovery, nos anos 90. “Fui criado no Rio São Francisco e nem aprendi a nadar, porque já nasci nadando. Hoje fico mais ligado em computador, enfurnado, fiquei até mais branco!”, brinca.

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