Músico do Suricato encanta Dinho Ouro Preto e grupo toca com o Capital Inicial

Na sexta-feira, as duas bandas vão se apresentar no Iate Clube Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, em um evento da rádio MPB FM

Por O Dia

Rio - Ele trocou o surfe pela música. “Comecei a surfar com prancha emprestada. Aí, no dia em que consegui grana para comprar minha prancha, passei na frente de uma loja de guitarras, fiquei entre a prancha e a guitarra... e nunca mais surfei!”, diverte-se o multi-instrumentista Guilherme Schwab, integrante do grupo carioca Suricato.

No entanto, foi tocando exóticos instrumentos originários de picos de ondas incríveis (o didgeridoo australiano e o violão havaiano) que ele fez a cabeça de Dinho Ouro Preto, na passagem da banda pelo reality global ‘SuperStar’. O líder do Capital Inicial não teve dúvidas: chamou os caras para surfarem juntos e, na sexta-feira, as duas bandas se apresentam no Iate Clube Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, em um evento da rádio MPB FM — o Suricato, inclusive, já foi estrela do programa ‘Faro’, no qual a emissora destaca novos talentos.

Guilherme Schwab é só sorrisos com o novo amigo Dinho Ouro PretoDivulgação

“De todas as bandas que participaram do ‘SuperStar’, o Suricato foi uma das que mais me surpreenderam. E, ao longo do programa, conheci e fiquei amigo do Guilherme”, derrete-se Dinho. 

Além dos instrumentos já citados, Schwab toca ainda gaita, viola caipira, mandolim e ukulelê. “Antes de estrear no programa, eu fiquei com medo de fazerem alguma piada, de me sacanearem em rede nacional por tocar essas coisas estranhas! Mas acabou que isso se transformou em minha arma secreta, foi um efeito totalmente contrário ao que eu temia”, comemora. “As pessoas ficaram muito curiosas pelo exotismo e, como não tem aula desses instrumentos por aqui, passaram a me procurar para dar toques, ensinar a tocar, ou mesmo dizer como conseguir esses instrumentos aqui no Brasil. E, a partir daí rolou também um interesse por meu trabalho autoral.”

Aos 31 anos, Schwab já tocou com Pepeu Gomes, Preta Gil, Ritchie, Isabella Taviani e, antes mesmo de integrar o Suricato, já tinha seu disco solo, ‘Pangea’.

“Ouvi esse disco e fiquei surpreso. É difícil resumir exatamente o som dele: às vezes, parece rock, às vezes, parece blues, às vezes, world music”, classifica Dinho, que chegou a elogiar o álbum em uma das eliminatórias do ‘SuperStar’. “Conversamos uma noite no camarim, e o Schwab me disse que pesquisa culturas e acha que os diferentes folclores mundo afora têm muito mais em comum do que se pode imaginar. Acho que o disco dele é uma síntese disso.”

A arma secreta de Guilherme Schwab, no entanto, já rendeu alguma dor de cabeça. O tal didgeridoo, por exemplo, é um instrumento de sopro dos aborígenes australianos de desanimar qualquer roadie (os profissionais que carregam os equipamentos dos artistas). O bicho é enorme. E, com as viagens cada vez mais frequentes do Suricato, Schwab passou a enfrentar o que chama de “a saga dos aeroportos”.

“Além de ser caro, porque acaba excedendo peso, tem que chegar cedo e ir até a Polícia Federal. Eles ficam desconfiados, perguntam se é objeto contundente. Aí tem que explicar o que é um instrumento e que não pretendo bater em ninguém com ele!”, relata, às gargalhadas. “Passei a dizer que é uma obra de arte e tem dado certo!”

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