Por daniela.lima

Rio - A música que sai da cabeça e das mãos de Egberto Gismonti é tão vasta e diversa quanto sua formação — que inclui anos de dedicação sistemática ao piano e ao violão, estudos de composição erudita na Europa e até mesmo um mês em contato direto com os índios Yawalapiti, no Alto Xingu, onde aprendeu os rudimentos da linguagem utilizada pelos nativos em suas composições tribais. Toda essa carga de informação musical poderá ser vista amanhã, na Sala Cecília Meireles, na Lapa. 

Egberto GismontiDivulgação


A apresentação do artista, considerado um dos gênios da música instrumental brasileira, faz parte da série ‘Sala Jazz’, que tem como objetivo levar ao espaço espetáculos que não apresentem necessariamente obras classificadas como música erudita.

Desde sua estreia, em 1969, Gismonti acumula mais de 50 álbuns, além de participar de trilhas sonoras e antologias musicais. “As fronteiras entre o erudito e o popular estão cada vez mais tênues. E poucos artistas expressam essa fusão com tanto talento quanto Egberto Gismonti”, diz o diretor da Casa Cecília Meireles, João Guilherme Ripper.

SALA CECÍLIA MEIRELES. Rua Teotônio Regadas 26, Lapa (2332-9223). Sábado, às 20h. R$ 40.

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