Comuna e Quintavant criam circuito na Biblioteca Parque

Ocupação do Centro com arte e shows

Por O Dia

Rio - Parceiros de longa data, a turma do evento Quintavant (sediado na Audio Rebel, estúdio de Botafogo) e a galera da Comuna (casa cultural no mesmo bairro) voltam a selar a união, só que dessa vez no Centro, e no teatro da Biblioteca Parque Estadual. O ‘Circuito Sítio-Quintavant’ abre no sábado com shows do grupo Sobre a Máquina e da dupla formada pelos músicos Arto Lindsey e Luis Filipe de Lima. 

Sobre a Máquina%3A show no circuito da Comuna e do QuintavantDivulgação


A ideia é que o circuito proporcione um passeio cultural pelo Centro, já que se relaciona com a criação da nova casa da Comuna (ainda sem nome definido), na Rua Frei Caneca, e com a inauguração lá, no dia 31 de janeiro, da exposição de arte independente ‘Sítio’, com 19 artistas.

“Nossa proposta é que as pessoas possam conferir a exposição e depois assistir aos shows na biblioteca”, conta João Casotti, um dos sócios da Comuna, deixando claro que a nova casa vem numa época em que o relacionamento da Comuna com a Rua Sorocaba, em Botafogo, está sendo redefinido. “Alguns moradores da rua reclamavam dos shows, de feiras que fazíamos na rua. Não fazemos mais shows após as 22h e procuramos não estressar a vizinhança. A casa nova vai reduzir essas limitações."

O projeto, com ingressos a R$ 40, segue com shows de Kiki Dinucci e Bemônio (domingo), Dedo, Chelpa Ferro e Rádio Lixo (dia 8 de março). A curadoria foi feita pelo Quintavant. “Fizemos uns 15 eventos na Comuna, e eles têm a nossa filosofia, que não é só a do empreendedorismo”, conta Bernardo Oliveira, do Quintavant. “E queremos chamar a atenção para áreas abandonadas do Centro.

Entre os shows e a Biblioteca, bem perto da Central do Brasil, dá para ir a um restaurante, conhecer o Campo de Santana... Em Nova York, todo mundo vai ao Central Park e acha lindo. Aqui, tem o Campo de Santana e ninguém quer saber. Nossa preocupação também é essa.”

A casa nova da Comuna, por sua vez, continua firme nos projetos e nas reformas. “O local ainda está cru, como o encontramos. Só está limpo e com obras de 19 artistas. Temos quatro andares e vamos trazer pessoas para desenvolver iniciativas com a gente”, conta João.

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