Capital Inicial traz ‘Viva a Revolução’ hoje para a Barra

Dinho dispara: ‘O Brasil precisa encarar tabus’

Por O Dia

Rio - Montar um set list quando se tem uma carreira de mais de 20 anos não é fácil — ainda mais no caso do Capital Inicial, que vem lançando discos sem parar. O vocalista Dinho Ouro Preto se apresenta com a banda hoje no Barra Music e garante que boa parte do repertório da apresentação é de músicas bem recentes.

Dinho%3A repertório formado por clássicos e muitas canções novasDivulgação


“Mas são duas horas de show, 25 músicas, e cada álbum está representado”, anuncia. “Nesses últimos cinco anos, lançamos três discos, e acho que isso nos distingue, porque bandas mais antigas lançam discos espaçados. Talvez isso venha de uma paranoia minha. Não quero que associem o Capital à nostalgia. Quero que nos vejam como uma banda viva.”

O público do Capital hoje em dia une desde a turma que ouvia ‘Música Urbana’ em 1986 a gente muito nova. “Somos como o Red Hot Chili Peppers, que tem nossa idade e tempo de carreira. Nos shows deles, tem gente da minha idade e da idade das minhas filhas. E eu não quero fazer música mais adulta.”

Dinho acompanhou o caso do rapper Cert, do Cone Crew Diretoria, preso por tráfico ao serem descobertos pés de maconha em sua casa. Gravou uma mensagem de apoio ao rapper, que, com o Cone Crew, participou do último disco do Capital.

“O Brasil é conservador, precisa encarar alguns tabus e se livrar de problemas desnecessários. A maconha não é liberada, mas você vê aquele caso do menino de Bauru (SP) que morreu de coma alcoólico (o estudante Humberto Fonseca, 23, morto numa festa após beber 30 doses de vodca)”, conta, lamentando o posicionamento do presidente da câmara, Eduardo Cunha, sobre aborto. “O assunto não será discutido sobre o cadáver dele, e sim sobre os cadáveres de centenas de mulheres, que morrem nas mãos de verdadeiros açougueiros.”

A experiência recente na bancada do concurso de bandas da Rede Globo ‘Superstar’ modificou Dinho. “Sou roqueiro, meu iPod tem 95% de rock. O resto é blues, hip hop, reggae. Mas, ao longo do programa, fui vendo verdade e autenticidade em vários dos artistas que estavam lá, de pagode, forró...”, recorda. Ele não estará na próxima fase do show, que terá Ivete Sangalo, o pagodeiro Thiaguinho e um colega de rock nacional dos anos 80, Paulo Ricardo, no júri. “O importante é que continue. Não tinha nada parecido quando começamos.”

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