Na véspera do Dia Internacional da Mulher, elas provam que a união faz a força

Confira histórias de mulheres unidas em parcerias de trabalho e muita amizade

Por O Dia

Rio - Na véspera do Dia Internacional da Mulher, as protagonistas da data mostram que podem ser, sim, muito amigas na vida e no trabalho, contrariando o que se diz por aí. Fofoca ? Inveja? Nada disso. Em parcerias de sucesso — em áreas diversas como moda, gastronomia e produção de eventos —, elas crescem, aparecem e provam, cada vez mais, que unidas jamais serão vencidas.

Da esq. para a dir.%3A Marta Frexes%2C Amanda Haegler e Joana Braga.Divulgação


“Quem diz que mulher não se dá bem é homem inseguro, que não quer que a gente se una com medo da concorrência”, garante Je Muniz, estilista e criadora da feira O Mercado, que acontece hoje e amanhã, na sede do Clube Fluminense, em Laranjeiras.

Dividindo a sociedade do projeto há cinco anos com a também estilista Clarissa Muniz, Je conta que o segredo da dupla é o fato de uma respeitar as limitações da outra. “A gente confia no talento uma da outra”, complementa. Clarissa vai além. “A Je é mãezona, gosta de cuidar das pessoas. Não percebeu que ela ficou me arrumando para as fotos? E ela gosta de conversar. É bem mais sociável do que eu. Por isso, eu fico na parte de mídias digitais. No fim, a gente se completa.”

Para as sócias Amanda Haegler, Marta Frexes e Joana Braga, que trabalham juntas há um ano e meio, o tempo que elas passam administrando a multimarcas Q.Guai não é suficiente. Tanto que elas ainda gostam de curtir um barzinho ou colocar o bronzeado em dia juntas. “Geralmente, saímos para jantar. Também vamos à praia e até viajamos as três. Somos amigas. A parceria no trabalho só potencializou isso”, afirma Amanda.

E se a relação entre três mulheres já parece tarefa difícil para alguns, imagine reunir cinco no mesmo ambiente de trabalho. Há nove anos, esta é a missão diária de Elizabeth Garber, proprietária da Beth Chocolates, que só tem funcionárias mulheres. A empresária garante que a única complicação é fazer essa mulherada parar de falar. “Acho que esta é uma característica de um trabalho em que só tem mulher. A verdade é que a gente tem assunto para um dia inteiro”, diverte-se ela.

Casada e sem filhos, Elizabeth vê as funcionárias como membros de sua família e diz que só tem problemas quando uma delas está de TPM. “Elas não brigam nem fazem fofoca. O clima só fica tenso mesmo por conta da TPM. Aí, a paciência tem que ser redobrada”, admite. Elisângela Soares, que trabalha com a doceira há 10 anos, acrescenta: “Eu viro um pitbull naqueles dias. O bom é que, como somos todas mulheres, entendemos esses momentos.”

Para derrubar de vez o preconceito com a convivência entre mulheres, Élida Aquino, do Coletivo Meninas Black Power — grupo de oito moças que promove eventos em diversos pontos da cidade para divulgar a cultura negra —, defende que a união faz a força: “É importante que umas potencializem as outras, fortaleçam as suas companheiras. Exatamente para que nosso espaço de inserção seja cada vez maior. Só assim vamos conquistar o mercado”, diz. Coordenadora do grupo, Jaciana Melquiades frisa que o caminho ainda é longo. “Temos que ser impecáveis sempre, nos impor para sermos respeitadas. Nosso trabalho, por exemplo, é bastante complexo de ser explicado. Usamos a estética a serviço da militância antirracista. Mas ainda falta muito para todos entenderem que somos, sim, mulheres, negras e competentes.”

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