Paulo Gustavo usa celular para escrever novo filme

Com uma rotina agitada de filmagens do ‘Vai Que Cola’, peça, TV e livro, o ator usa o bloco de notas do aparelho para criar longa de Dona Hermínia: ‘Já foram 70 cenas’

Por O Dia

Rio - Prédio do desativado colégio Sagrado Coração de Jesus, Alto da Boa Vista. É esse o endereço onde Paulo Gustavo tem passado boa parte de seus dias, por causa das filmagens de ‘Vai Que Cola’. Previsto para estrear nos cinemas em outubro, o longa-metragem disputa espaço na agenda do ator com uma rotina digna de maratonista. A lista inclui se dividir entre as gravações da série homônima no Multishow, a temporada de ‘220 Volts’ em São Paulo e o lançamento do livro ‘Minha Mãe é uma Peça’ (Ed. Objetiva, 140 págs., R$ 24,90) e do DVD ‘Hiperativo’. “E chega, né? Até porque não sobra tempo para mais nada”, resume ele. 

Paulo Gustavo%2C no antigo Colégio Sagrado Coração de Jesus%2C onde está sendo filmado o filme ‘Vai Que Cola’Paprica Fotografia


Mentira. A agitação é tão grande que, mesmo envolvido com mil projetos simultâneos, Paulo Gustavo admite que não consegue parar quieto. “As ideias brotam e transbordam o tempo todo da minha cabeça”, diz o comediante. Para se organizar, vale o que estiver à mão. “O filme da Dona Hermínia, por exemplo, estou escrevendo naquele lembrete amarelo que tem no celular, o bloco de notas, sabe? Já foram 70 cenas. Daqui a pouco o filme nasce”, revela ele, que aproveita as viagens de avião para criar a sequência de ‘Minha Mãe é uma Peça’.

Mas, antes de encarnar novamente Dona Hermínia no cinema, Paulo Gustavo aparecerá como Waldomiro no telão. Na trama de ‘Vai Que Cola’, dirigida por César Rodrigues, o malandro consegue voltar à antiga vida de luxo, em seu apartamento no Leblon. Porém, na véspera da mudança, a pensão no Méier que o acolheu durante o período de pobreza acaba sendo interditada pela defesa civil. O jeito é levar todo mundo com ele para um dos metros quadrados mais caros do país.

“Aí o povo da Zona Norte se muda para a Zona Sul e a gente vai brincar com esses dois universos’, define Paulo Gustavo, que tenta manter o equilíbrio para não ofender ninguém com a comparação. “Acho que estamos sabendo brincar com isso, porque é difícil, né? Até que ponto não fica preconceituoso?’, questiona. “Hoje em dia, as pessoas estão muito predispostas a interpretar errado o que você está falando. Todos estão muito agressivos, principalmente na internet, que é terra de ninguém”, analisa.

A saída encontrada não só pelo ator, mas por todo o elenco do seriado e filme, é o bom senso e se permitir rir de si mesmo. “Assim como eu chamo a Teresinha (Cacau Protásio) de King Kong, às vezes, ela me chama de branquelo azedo ou diz: ‘Creme de leite, vai pegar um sol nessas pernas.’ Então, a gente se sacaneia muito. Acho que não configura bullying”, brinca Paulo Gustavo, que, por coincidência do destino, há seis meses trocou Icaraí pelo Leblon.

“Amo Niterói, cresci e morei lá até agora. Mas aluguei um apartamento no Leblon para poder ficar nesse meio do caminho. Às vezes, volto muito tarde ou quero jantar e beber com os amigos, e não dá para dirigir, por causa da Lei Seca”, justifica.

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