Por daniela.lima
Publicado 19/03/2015 00:49 | Atualizado 19/03/2015 00:50

Rio - No ano em que o Brasil é homenageado no Salão do Livro de Paris, com 43 escritores nossos em sua lista, Martinho da Vila já se considera um veterano por lá. Pela terceira vez consecutiva, ele marca presença no evento, onde lança a versão em francês de ‘Os Lusófonos’ (que virou ‘Lusophonies’), sexta-feira, na abertura do encontro literário. 

Martinho da Vila escreveu ‘Os Lusófonos’%2C escrito traduzido para o francêsDivulgação


Nas duas edições anteriores do Salão, o escritor e compositor presenciou suas obras ‘Joana e Joanes’ e ‘Ópera Negra’, respectivamente, serem rebatizadas de ‘Joana et Joanes’ e ‘Opéra Noir du Brésil’. A sensação, diz ele, vai muito além do orgulho e satisfação pessoal de superar as barreiras do idioma.

“É uma forma de pessoas de diferentes culturas, do mundo todo, se tornarem mais próximas”, analisa Martinho, sobre a importância da tradução. “Sou embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Fiquei muito feliz que escolheram logo esse livro para ser traduzido por lá, pois é uma história sobre a nossa língua”, comemora o autor, que emenda: “Não é um casamento perfeito?”

No romance, Martinho narra uma série de acontecimentos através do encontro de diferentes culturas, aproximadas pelo mesmo idioma — o português.

“Os portugueses, por exemplo, são muito tradicionalistas com a língua. Na França, existem escolas de português do Brasil e de Portugal. Mas creio que a nossa maneira brasileira de falar vai acabar se impondo pelas novelas, livros, música, cinema e todas as nossas manifestações culturais brasileiras que estão ganhando o mundo”, aposta.

Aliás, por falar em outras manifestações culturais, não é só pela música ou pela literatura que Martinho deixará sua marca na Cidade Luz. “Tem outra coisa, na sexta-feira, depois do Salão, vai ter também o lançamento de de ‘O Samba’, filme que o diretor francês Georges Gachot fez comigo. Olha que maravilha!” comemora.

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