Por karilayn.areias
Publicado 21/03/2015 19:35 | Atualizado 21/03/2015 19:41

Rio - Abdicar de alguns prazeres da vida por causa de qualquer religião nunca esteve nos planos de Soraya Ravenle, em cartaz na pele de uma madre superiora no musical ‘As Noviças Rebeldes’, em cartaz até o dia 10 de maio no Theatro Net Rio. Ficar sem sexo então, nem se fala.

Soraya Ravenle (ao centro) com o elenco do musical ‘As Noviças Rebeldes’%2C em cartaz no Teatro Net RioDivulgação

“Nunca pensei em ser freira”, assegura Soraya. “Não me vejo como uma religiosa, sou mundana. Não conseguiria abdicar do sexo. Como ficar sem essa coisa maravilhosa, gostosa de se fazer? Só se eu virasse freira aos 80 anos”, diverte-se a atriz.

Empolgada com a vida, Soraya encontra o sagrado nas pequenas coisas. “Sagrado para mim é poder encontrar um amigo depois do trabalho, é poder dar entrevista, comer. É o meu dia a dia. Nunca me privaria disso. Não preciso estar em um lugar cheio de rituais para saber o que é sagrado”.

Na vida real, judia. No espetáculo, católica. Mas o que importa para Soraya é a fé. “Sou uma judia fazendo uma madre superiora. É o samba do crioulo doido. Mas tenho fé. Acredito que todas as religiões, sem os seus dogmas e sem os jogos de poder, falam sobre a mesma coisa. Dessa conexão com algo que não podemos ver”, analisa.

Dirigida por Wolf Maya, a comédia musical chega a sua terceira montagem no Brasil, após 30 anos da estreia no circuito Off-Broadway. Soraya admite ter ficado tensa ao integrar o elenco do espetáculo. “Bate uma responsabilidade, um nervosismo pelo musical ser um fenômeno. Quando a Cininha de Paula nos assistiu em São Paulo, eu tremi muito. Queria a aprovação dela”, relembra a atriz que, na verdade, não tem com o que se preocupar, afinal, está há 25 anos se dedicando à musicais. “Às vezes, deixam de me convidar para fazer peça por acharem que só faço musicais”.

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