Cantora radicada nos EUA sonha popularizar a ópera

Daniella Carvalho diz que incentivo tem que começar na escola

Por O Dia

Daniella Carvalho apresenta ‘O Amor de Três Reis’%2C em cartaz em São PauloDivulgação

Rio - Quando a saudade do Brasil aperta, a cantora lírica Daniela Carvalho, de 41 anos, recorre a artistas como Maria Bethânia, Marisa Monte e Caetano Veloso para acalentar o coração e se lembrar das maravilhas de sua terra natal. Morando nos EUA há 17 anos, a soprano está de passagem por São Paulo por conta do espetáculo ‘O Amor de Três Reis’, em cartaz até o dia 29 de março, no Theatro São Pedro. “Essa peça emocionou americanos, italianos, búlgaros e russos. Já fiz três apresentações aqui no Brasil, e foi lindo. As pessoas gostam, se envolvem com a história da princesa que é disputada por três homens. Me sensibiliza muito saber que o meu trabalho toca o público.”

Apaixonada por música, Daniella descobriu cedo que o seu caminho era a arte. “Quando eu era criança, a professora pediu para a turma escrever uma poesia. Eu escrevi, mas, na hora de apresentar, ler o texto não foi o suficiente para mim, eu resolvi cantar. Depois disso, criaram um coral na minha escola e eu decidi participar. Quando eu comecei a solar as notas mais agudas, percebi que era isso que eu queria fazer da vida. No fim da adolescência, eu cursei alguns períodos do curso de psicologia, mas acabei optando por seguir o caminho da música mesmo”, lembra.

Nos Estados Unidos, Daniella concluiu o seu bacharelado em Música. “Era para ficar lá só por três meses, mas acabei permanecendo por quase duas décadas. Transferi meus créditos da faculdade e fiz bacharelado e mestrado na Manhattan School of Music”, conta.

Para a artista, o segredo para popularizar a ópera no Brasil é incentivar essa arte nas escolas. “As crianças precisam ter esse contato com a música. Temos talentos incríveis por esse Brasil afora. Um plano interessante seria organizar turmas e levar até os concertos”, avalia Daniella.

E engana-se quem pensa que a rotina de uma cantora de ópera é fácil. “Faço pilates seis vezes por semana, pois ele ajuda muito na respiração. No dia de cantar, eu evito falar. Não fumo e não bebo. Tem que ter disciplina.”

Últimas de Diversão