Espetáculo ‘Mulheres Fora de Cena’ estreia com Ana Botafogo e Mônica Martelli

Comandado pelo ator e autor Cacau Hygino, talk-show ao vivo, estreia hoje no Village Mall e vai até dezembro

Por O Dia

Cacau com Marília Pêra na peça ‘A Atriz’Divulgação

Rio - Workaholic, Cacau Hygino não desliga: enquanto escreve suas peças e toca seus projetos literários, ele ensaia um espetáculo e ainda vai comandar um talk-show, o ‘Mulheres Fora de Cena’, que começa hoje, às 16h, no Village Mall, na Barra, com Mônica Martelli e Ana Botafogo. 

“Sempre penso em dar um andamento aos meus trabalhos. Quando passei por uma livraria e vi que meu livro (‘Mulheres Fora de Cena’, lançado em 2005) ainda está vendendo, e já se passaram dez anos, tive a ideia de fazer um talk-show com as personalidades que participaram. Todo mês, até dezembro, vou receber convidadas como Emanuelle Araújo, Ângela Vieira, Heloísa Périssé, Irene Ravache”, enumera Cacau, que também planeja bater um papo com o casal sensação do momento na TV, Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro.

Em paralelo a isso, ele volta ao teatro ao lado de Marília Pêra, 14 anos depois de ter sido dirigido por ela no espetáculo ‘Amigo Oculto’. Desta vez, a dobradinha será no palco, com a veterana como protagonista da peça ‘A Atriz’, com direção de Bibi Ferreira. Na história, Cacau é Barry, agente da diva interpretada por Marília — que decide parar de representar para se casar com um banqueiro, ficar rica e se mudar para a Suíça. “Ele é um cara ansioso e muito nervoso, que chora e se joga aos pés dela quando descobre que vai partir sem dar uma explicação. Como as divas costumam fazer”, alfineta. 

Na próxima semana, começam os ensaios abertos da montagem, que vai virar um documentário em homenagem a Marília, com direção de Pablo Uranga e codireção de Leona Cavalli: “Eles filmam tudo, até as brigas...”

Com a cabeça borbulhando de ideias, Hygino faz acontecer. Não é de esperar as oportunidades baterem à porta.

Já passei dessa fase. Não sou mais um menino de 20 anos (ele tem 45). É uma profissão desgastante. Quando me descobri escritor, eu estava cansado de fazer testes aqui, ali... Uma vez, eu já estava escalado para uma novela e, quando fui fechar o contrato, colocaram outro ator no meu lugar. Fiquei frustrado, e isso acontece toda hora, e até com atores do alto escalão. Não comecei a escrever por causa dos ‘nãos’. Eu simplesmente comecei. Sou ativo mesmo. Não tenho saco de ficar à mercê da profissão. E o que eu mais vejo por aí são pessoas em depressão, esperando e reclamando que falta trabalho. Se não arregaçar as mangas, falta mesmo. Se você cria, te valorizam muito mais”, alerta.

Ator e escritor, Cacau fala com propriedade sobre o lado B da classe artística, já que, por alguns anos, foi assessor de imprensa (ele é formado em jornalismo). “Eu lidava com muita estrela e via coisas chocantes. A indústria fomenta essa piração, ela cria, e essas pessoas acreditam. Mas a maioria não é feliz. A realidade é outra.”

Com sete livros publicados, Hygino não pensou em desistir da carreira. “Pensei em não depender, em mudar o foco. Estou sempre trabalhando, faço novela, peça, escrevo”, enumera ele, que em maio lança a fotobiografia de Irene Ravache, ‘Simples Assim, Irene’, em comemoração aos 70 anos da atriz. No mês seguinte, pretende estrear o monólogo que escreveu para Cacau Protásio, ‘Deu a Louca na Branca’, com direção de Daniele Valente. Fora o livro infantojuvenil sobre a história de uma gordinha, uma peça sobre o universo das louras e um livro de memórias do casal Paulo Goulart e Nicette Bruno: “Minha tendência é cada vez mais fazer as minhas coisas.”

Críticas, para ele, fazem parte do ofício: “Não fico abalado. O problema é que muitos autores se acham os donos da verdade. Meus livros, as editoras bancaram, apostaram nas minhas histórias. Nunca tive problema, mas, se for para mexer e melhorar o meu texto, OK!.”

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