Prêmio celebra a luta pela superação das desigualdades

Cerimônia do Camélia da Liberdade será realizada hoje

Por O Dia

Rio - Com show de Marquinhos de Oswaldo Cruz e participações da Velha Guarda da Mangueira e do Jongo da Serrinha, a 8ª edição do Prêmio Camélia da Liberdade celebra hoje, no Vivo Rio, as personalidades e instituições que contribuem positivamente para a superação das desigualdades sociais e raciais, e o desenvolvimento econômico e cultural do país. 

Marquinhos de Oswaldo Cruz canta na oitava edição do prêmioDivulgação


“Fico muito feliz em cantar no Camélia, porque toda a minha arte vem da comunidade, da rua e a síntese do que ela me passou: o respeito às diferenças, às religiões e diferentes formas de pensamento”, diz Marquinhos de Oswaldo Cruz, lembrando do berço da “grande Madureira”, povoada de imigrantes de diferentes culturas, formando população de poucos recursos que sempre manteve espírito comunitário e sem preconceitos.

A premiação é composta por cinco categorias: Personalidades, Instituições de Ensino, Poder Público, Veículos de Comunicação e Empresas. Nas edições anteriores, já foram contemplados nomes como Lázaro Ramos, Zózimo Bulbul, Milton Gonçalves e Ruth de Souza, além de programas como a novela ‘Lado a Lado’, da Rede Globo.

Em 2015, sob o tema ‘Memória e Ancestralidade’, estão concorrendo personalidades como o goleiro Aranha, vítima de ofensas racistas em 2014, e a Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá, líder religiosa, militante política e escritora. O cursinho pré-vestibular Quilombola, voltado para os quilombolas, também concorre, assim como a TV Brasil, pela veiculação da novela angolana ‘Windeck — Todos os Tons de Angola’. A Rádio Nacional está na lista pelo programa ‘Ponto do Samba’, apresentado pelo jornalista Rubem Confete.

De abrangência nacional, o Prêmio Camélia da Liberdade é realizado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), fundado pelo pedagogo Ivanir dos Santos. A instituição se mantém como referência, em âmbito nacional e internacional, na luta pelos direitos humanos e nos movimentos da cultura negra. A premiação pretende divulgar iniciativas nacionais que sirvam como referência e tenham capacidade de multiplicação no combate à desigualdade.

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