Por tabata.uchoa

Rio - Produtores, DJs, laboratoristas da música, saiam do palco que a hora é dos ‘cantautores’: os cantores que apresentam suas próprias canções com bandas mínimas ou mesmo no bom e velho voz e violão. De amanhã até o dia 29 de abril, às 21h30, o cantor e compositor Antonio Villeroy leva 11 intérpretes e compositores para mostrar seus repertórios no ‘Projeto Cantautores’, no Solar de Botafogo.

Villeroy (E) e Jesse Harris%3A som americano com traços brasileirosDivulgação

A abertura é com o norte-americano Jesse Harris, que mostra o repertório do novo CD, ‘No Wrong No Right’, lançado aqui pela Som Livre. “No palco, sou eu com minha banda Star Rover, que tocou comigo em ‘No Wrong No Right’. Mas vamos ter convidados surpresa também. E vou focar no novo álbum”, diz Harris, fã de cantores-autores “variados e de todo o mundo”.

Villeroy, que já havia trabalhado com Harris em outros momentos, conta que o amigo já está se tornando quase um “carioca honorário”. “Ele tem dialogado muito com a música brasileira. Já fez coisas com Maria Gadu, Marisa Monte, Paula Toller, com meu irmão Gastão Villeroy e comigo. O som é tipicamente americano, mas com traços brasileiros”, relata.

Apesar da abertura com o norte-americano Jesse, o forte do projeto é dar um panorama dos novos menestréis brasileiros. Os shows prosseguem com Dudu Falcão e Luana Mallet (8 de abril), Gabriel Moura e Gastão Villeroy (15 de abril), Edu Krieger e Dio&Baco (22 de abril) e com o encontro de quatro grandes nomes da MPB gaúcha no dia 29: o próprio Villeroy ao lado dos cantores-compositores Bebeto Alves, Gelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro.

“Em 2010, fiz algo parecido com esse projeto levando três cantautores, entre eles o próprio Jesse, ao extinto Cinematheque, em Botafogo, e foi um sucesso”, relembra Villeroy. “O interessante desse formato é criar a possibilidade de o público conhecer os trabalhos de maneira mais crua, mais próximo do processo criativo dos cantautores. Lancei recentemente o disco ‘Samboleria’ e faço mais shows com banda. Mas, sempre que posso, volto à estrada só com voz e violão.”

Se a música dos cantautores é feita artesanalmente, a divulgação de muitos trabalhos, ainda sem gravadora, também é. “Temos as redes sociais, que possibilitam um diálogo direto com o público. O Brasil é enorme e tem diversas cenas acontecendo”, conta Villeroy.

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