Por daniela.lima

Rio - Encontrar o próprio lugar no mundo nunca foi fácil. Sobretudo quando se tem 20 e poucos anos e milhares de caminhos parecem se abrir à frente. É para esse momento crucial da vida de qualquer pessoa que o diretor Thomas Cailley aponta sua lente em ‘Amor à Primeira Briga’ — péssima tradução do título original ‘Les Combattants’, ou ‘Os Combatentes’, termo que faz muito mais sentido dentro do contexto apresentado pelo filme. 

Kevin e Madeleine%3A amor e parceria apesar das diferençasDivulgação


Na trama, conhecemos os jovens Arnaud e Madeleine. Ele trabalha na empresa de construção da família. Ela quer entrar no batalhão mais rígido do Exército francês. Ambos não poderiam ser mais diferentes: ele é tranquilo e não cria grandes expectativas. Ela é agressiva e insiste em se preparar para um possível futuro sombrio. Mesmo assim, se apaixonam. 

Poderia ser mais uma história piegas sobre atração de opostos, mas, ainda bem, a produção passa muito longe disso. O filme explora a insegurança de quem começa a dar os primeiros passos na vida evitando clichês sentimentaloides. Ponto positivo para um longa que arrebatou todos os prêmios na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes.

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