Por daniela.lima

Rio - Vale até o final do ano. Quem quiser visitar as instituições culturais do Rio sem pôr a mão no bolso acaba de ganhar uma alternativa com o lançamento do Passaporte dos Museus Cariocas. São 43 endereços que constituem o circuito. Mas, embora a gratuidade das entradas seja o principal chamariz para o projeto, segundo o presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), Carlos Roberto Ferreira Brandão, ela é uma questão secundária em relação à principal intenção da iniciativa. 

“Não estamos tão preocupados com a situação financeira, mas com o estímulo que o passaporte dará à população para visitar os museus cariocas”, diz Ferreira Brandão, ao ser questionado sobre a presença no programa de várias instituições que já possuem entrada franca, ontem, durante o lançamento do passaporte, no Museu da República. 

Carlos Roberto Ferreira Brandão%2C presidente do Ibram%2C e o passaportePaulo Araújo / Agência O Dia


Com isso, a principal intenção é fazer com que a população se anime a percorrer o circuito cultural proposto, utilizando o passaporte como uma espécie de guia. “As pessoas podem visitar cada museu uma vez com o passaporte, que ganhará o carimbo do lugar. Mas, se quiserem voltar em outra exposição depois, podem pegar outro passaporte sem problemas”, explica o presidente do Ibram.

Com a cartilha em mãos, é possível descobrir o dia reservado por cada centro cultural para a gratuidade. Os endereços abrangem várias regiões da cidade. Os passaportes podem ser retirados no Museu Nacional de Belas Artes, Museu de Arte do Rio e Centro Cultural Banco do Brasil, todos no Centro, no Museu da República, no Catete, no Museu Aeroespacial, no Campo dos Afonsos, e no Museu Imperial, em Petrópolis.

“O passaporte é bom até um certo ponto. Ainda não sei até onde”, avalia o contador de histórias e monitor no Museu da Maré — integrante do circuito — Matheus Frazão, de 18 anos. “Vejo isso como um primeiro passo, que precisa ser aprimorado. A maior parte das pessoas que não costuma frequentar os museus está nos subúrbios e nas favelas. Seria bom ter mais pontos de distribuição nesses locais. O ideal é criar algo contínuo, que democratize realmente o acesso aos pontos de cultura”, sugere.

Segundo os responsáveis pelo passaporte, Carlos Roberto Ferreira Brandão e o presidente do comitê Rio 450 e Secretário Municipal de Cultura, Marcelo Calero, Matheus pode ter esperanças quanto aos seus questionamentos. “No ano que vem, pretendemos renovar essas parcerias para as Olimpíadas, mas o formato ainda não está claro”, adianta Calero.

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