Por daniela.lima

Rio - Prosseguindo com a série de verbetes afetivos sobre o Rio de Janeiro, hoje com a letra J:

Jaguar (Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe) — Nasceu no Rio de Janeiro, em 29 de fevereiro de 1932. Um dos mais importantes cartunistas do Brasil, Sérgio Jaguaribe adotou o pseudônimo Jaguar quando abandonou o Banco do Brasil para se dedicar de corpo, copo e alma ao humor.

Luis Pimentel%3A O Rio de A a Z - 7Divulgação

Começou a trabalhar com Leon Eliachar, em 1955, no jornal ‘Última Hora’, e estreou na revista ‘Manchete’ em 1957. Colaborou com a revista ‘Senhor’ (onde lançou o suplemento ‘O Jacaré’), ‘Status’ e ‘Pif­Paf’ e foi um dos fundadores do semanário ‘O Pasquim’, em 1969; único que deu expediente até o fechamento do hebdomadário, no início dos anos 90. Jaguar também colaborou em ‘O Globo’ e ‘Jornal do Brasil’, e atualmente brinda o leitores do DIA com suas charges e também com uma deliciosa crônica semanal, aos sábados.

Jardim Botânico — Dizem estudiosos e entendidos em beleza e em botânica que não há outro tão bonito e tão completo no Brasil, talvez no mundo. Criado por Dom João VI, logo depois da chegada da família real ao Brasil, ocupou terras desapropriadas de engenho de cana-de-açúcar, para a construção de uma fábrica de pólvora — junto com a construção da fábrica, foi criado um jardim de aclimação para cultivar e adaptar plantas e especiarias do Oriente. Bonito de ser ver, bálsamo para os olhos e os pulmões, o belo jardim dos cariocas foi aberto à visitação já em 1822.

Com a expansão dos bondes na cidade, o acesso ao bairro do Jardim Botânico foi facilitado no final do século 19, e a localidade passou a abrigar fábricas têxteis, de alimentos, fumo e bebidas. Logo, vilas operárias foram construídas — construções que hoje são motivo de polêmica entre herdeiros dos primeiros habitantes e o poder público. Alheio às discussões, o paraíso verde que ameniza o ambiente da Zona Sul da cidade exibe aos visitantes palmeiras do mundo inteiro, plantas de todas as espécies, matizes e tamanhos, vegetação imponente ou rasteira, estufas, lagos e grutas, além de uma variedade de representantes da fauna tropical que se deliciam com as árvores frutíferas, água abundante e paisagem de cair o bico.

João do Rio — Jornalista, escritor, cronista e figura pública admirada e controversa, João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto (1881­1921), ou simplesmente João do Rio, dominou a imprensa, a intelectualidade e a boemia cariocas nos primeiros anos do século 20. Publicou mais de 20 livros, entre crônicas, contos, romances e reportagens, foi membro da Academia Brasileira de Letras e dos salões da sociedade. Em meio a isso tudo, foi o principal desbravador das cenas e personagens cariocas — para quem e por quem decifrou “a alma encantadora das ruas”, marcando um tempo de elegância, charme, humor e sobriedade.

Você pode gostar