Por daniela.lima

Rio - ‘Casa Grande’ não poderia ter título melhor. Mesmo falida, uma família da alta burguesia carioca faz tudo para manter as aparências. Sua residência, uma mansão na Barra, é não só o símbolo maior de status para eles, mas um personagem mudo e lembra o livro ‘Casa-Grande e Senzala’, de Gilberto Freyre. 

Thales Cavalcanti como Jean%2C atrás das grades de sua mansãoDivulgação


Só que as qualidades desse filme vão muito além de seu nome. Seu maior trunfo é a forma como a história é contada. Talvez porque o diretor e roteirista Felippe Barbosa tenha se inspirado em sua própria vida para conduzir seu primeiro longa de ficção. Ele não tenta revolucionar a linguagem cinematográfica, pelo contrário: de forma simples e eficaz, os diálogos vão fluindo de forma tão natural que não há como não se envolver.

A vida confortável de Sônia (Suzana Pires) e Hugo (Marcello Novaes) é minada pela falência. Eles tentam esconder a situação dos filhos, mas logo o primogênito, Jean (Thales Cavalcanti), percebe que há algo errado.

Superprotegido pelos pais, ele sofre um baque quando o motorista de longa data é dispensado. Daí em diante, Jean começa a descobrir que o mundo é bem mais complexo do que imaginava. ‘Casa Grande’ é um filme com sérios questionamentos. O que não o torna chato nem faz com que perca o senso de humor e carisma. Fellipe Barbosa marcou um golaço.

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