Luis Pimentel: O Rio de A a Z - 9

MAM e MAR do Rio, dois ângulos de ver a arte moderna e contemporânea com um olhar de carinho

Por O Dia

Rio - Prosseguindo com a série de verbetes afetivos sobre o Rio de Janeiro, hoje com a letra M:

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Machado de Assis — Além de ter fundado a Academia Brasileira de Letras — um marco da cultura e da arquitetura cariocas — e de ter criado personagens emblemáticas da literatura brasileira (algumas tipicamente cariocas, como os seus Dom Casmurro, Quincas Borba, Ayres e Brás Cubas) Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) escreveu crônicas cotidianas na imprensa retratando, com fidelidade e muito charme, ambientes, personagens e momentos da vida fluminense. Considerado um dos mais importantes autores da língua portuguesa, Machado de Assis nasceu na Zona Portuária do Rio, na Rua do Livramento, e viveu por muitos anos no carioquíssimo bairro do Cosme Velho, onde morreu em 1908.

MAM e MAR — Museu de Arte Moderna e Museu de Arte do Rio, dois ângulos de ver a arte moderna e contemporânea com um olhar de carinho. Debruçado e encostado na ponta do Aterro do Flamengo (cenário privilegiado, mais carioca impossível), O MAM tem cerca de 11 mil obras (esculturas e pinturas), de artistas consagrados do mundo inteiro. O acervo foi constituído ao longo dos anos de 1940 e 1950, a partir de doações de empresários e colecionadores, bem de obras generosamente cedidas por artistas. Formou assim, logo, uma das coleções de arte do século 20 mais importantes no país. Mais nova paixão dos moradores e também de quem visita a cidade, o Museu de Arte do Rio fica encravado em ponto tradicional e nobre do Centro, nas imediações da Praça Mauá. O acervo do MAR ainda se encontra em processo de formação, mas a julgar pelas primeiras exposições mostradas, pretende reunir um bom pedaço da história artística da contemporaneidade. Dizem os organizadores que a intenção do museu é “promover uma leitura transversal da história da cidade, seu tecido social, sua vida simbólica, conflitos, contradições, desafios e expectativas sociais.” Seja lá o que isto represente, é bacana saber que as exposições que se pretende vão unir dimensões históricas e contemporâneas da arte por meio de mostras de longa e curta duração, de âmbito nacional e internacional.

Maracanã — “O Maraca é nosso!”, gritavam os cariocas naquele que então era chamado de maior do mundo. O Estádio Mario Filho (homenagem a um dos maiores nomes do jornalismo esportivo no Brasil), ganhou logo o apelido de Maracanã – em tupy-guarani, “semelhante a um chocalho”; antes da construção do estádio, existia no local grande quantidade de aves vindas do Norte do país, chamadas Maracanã-guaçu, espécie de papagaios, que emitiam sons semelhantes ao de um chocalho. É também nome do bairro onde fica o Mário Filho e do rio que corre ali pertinho.

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