Por nicolas.satriano

Rio - Três anos após ‘O Exótico Hotel Marigold’, sua sequência, rodada novamente na Índia, coleciona números tão expressivos quanto a diversidade cultural de seu cenário, o segundo país mais populoso do planeta. Imagine um filme de duas horas, entremeado por seis tramas diferentes (ou será que tem mais e perdi as contas?), que custou US$ 10 milhões e que é sucessor de um longa, de 2012, que faturou sozinho US$ 137 milhões.

Provavelmente, ‘O Exótico Hotel Marigold 2’ vai lhe proporcionar momentos de descontração e algumas risadas. Porém, sem fazer com que se envolva muito com os seus mil e um personagens. Até porque não há nem tempo, nem coração, nem intelecto que suporte tal missão.

O casamento do dono do hotel é o pano de fundo para todas as tramasDivulgação

Então, vamos à árdua tarefa de explicar o que se passa na vida de todos (sim, todos!) os hóspedes do peculiar hotel do jovem indiano Sonny (Dev Patel): Douglas (Bill Nighy) e Evelyn (Judi Dench) são um quase casal octogenário. O grande dilema dos dois é ficar ou não ficar junto, já que rola um climão constante entre eles. Norman (Ronald Pickup) anda atordoado, pois acha que contratou alguém para matar sua namorada, Carol (Diana Hardcastle), enquanto estava bêbado. Madge (Celia Imrie) é uma espécie de ninfomaníaca da terceira idade e sofre para escolher com qual dos sus dois pretendentes deve ficar.

Acha que acabou? Não! Ainda não foram mencionados os funcionários do hotel, como Muriel (Maggie Smith), que, além de ser a diretora, também mora no local. É ela a responsável pelos momentos mais hilários, frutos de um humor ácido — principalmente diante das trapalhadas do dono do estabelecimento. Aliás, Sonny mostra-se uma figura tão irritante que, talvez, o diretor John Madden tenha sentido a necessidade de continuar a sequência com todos esses personagens e mais quatro novos.

O mais relevante entre os ‘calouros’ é Guy Chambers (Richard Gere). Ele chega na área fazendo com que Sonny quase enlouqueça, por achar que se trata de um olheiro disfarçado, de um possível investidor para o hotel. Isso tudo aliado aos preparativos para o o casamento do proprietário, pano de fundo para esse mar de histórias cruzadas. É confuso? É. Mas não deixa de ser uma daquelas comédias leves, capazes de arrancar algumas risadas.

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