‘Los Hermanos’ é um filme de fã para fãs

Já no início do longa, fica claro o objetivo de contar a trajetória da banda. Cotação: ** Bom

Por O Dia

Rio - Os 75 minutos do documentário ‘Los Hermanos: Esse é só o Começo do Fim de Nossas Vidas’ deixam claro que o foco não é contar a trajetória completa da banda carioca. A diretora, Maria Ribeiro, se infiltra entre eles para acompanhar a turnê de 2012. O momento é especial, pois marca o retorno do grupo, após cinco anos parado. E é esse clima de reencontro, tanto para os integrantes barbudos — Bruno Medina, Rodrigo Barba, Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante — como para seus admiradores, que ela capta através de sua lente. 

A banda%3A Medina (E)%2C Rodrigo Barba%2C Marcelo Camelo e AmaranteDivulgação


São 50 dias, 24 shows, uma maratona de viagens e um monta e desmonta de equipamentos por todo o país. Maria sintetiza essa experiência sob duas óticas: a de diretora e a de fã, que é. O que acarreta em muitos acertos e alguns deslizes.

Quem assistir ao filme vai, aos poucos, mergulhar na atmosfera do Los Hermanos e sentir o estilo de cada um dos integrantes. Descobrimos os bastidores, pequenas conversas, a rotina de trabalho e cumplicidade deles. Além do efeito que suas letras causam nos fãs, que se sentem descritos por todas elas.

Mas, para quem não é um aficionado por esse som, talvez o efeito final torne-se um pouco cansativo. Algumas cenas parecem aleatórias para quem não tem um envolvimento emocional com o grupo. No fim, todos mergulham nessa viagem. Só que alguns podem acabar perdendo o fôlego ao longo do caminho.


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