Pedro Luís lança DVD com registro de apresentação em clima intimista

‘Aposto’ traz músicas de sua autoria que ficaram famosas nas interpretações de outros artistas

Por O Dia

Em clima intimista%2C Pedro Luís recebe convidados como Mart’náliaRicardo Gomes / Divulgação

Rio - O cara canta, compõe, toca, arranja, produz, lidera o grupo A Parede, arrasta multidões com o Monobloco, foi comentarista do Carnaval carioca na Marquês de Sapucaí, faz trilhas para TV e para o cinema e, ufa, ainda sobra fôlego para tocar a carreira solo.

“Ainda estou tentando entender como consigo conciliar isso tudo!”, surpreende-se Pedro Luís, agora totalmente focado no lançamento de seu primeiro DVD solo, ‘Aposto’. “Eu sou múltiplo e só assim me satisfaço e abasteço. Não abandono o solo nem abro mão dos coletivos. Inclusive, A Parede está prestes a completar 20 anos, e o Monobloco está desenhando seus próximos 15 anos, com turnês pelo Japão e América Latina no segundo semestre, e já vamos começar a pensar um próximo projeto para entregar ao público brevemente”, anuncia ele, dando pista que vem comemoração por aí.  

‘Aposto’ é o registro de uma apresentação em clima intimista, em um ateliê para apenas 20 convidados, e traz um apanhado de canções de sua autoria mas que ficaram consagradas na interpretação de outros artistas. Na verdade, a ideia surgiu a partir do show ‘Por Elas’, baseado nas músicas que foram gravadas apenas por vozes femininas, como Roberta Sá, Elba Ramalho, Maria Rita, Adriana Calcanhotto e Fernanda Abreu.

“Mas também fui bastante gravado pelos marmanjos! Só se considerarmos o Monobloco, que já gravou quatro canções minhas, já vai dar um bom número...”, diverte-se ele. “Brincadeiras à parte, já tive canções gravadas por várias vozes masculinas, Lenine, Lula Queiroga, Serjão Loroza, Zé Renato, Cidade Negra, O Rappa, só numa lembrança imediata. E o Ney Matogrosso, que já gravou várias, inclusive até canção feita exclusivamente para ele. Mas realmente foram muito mais vozes femininas”, enumera.

As meninas participam do DVD. Pedro Luís divide a cena com Zélia Duncan, Nina Becker, Duda Brack, Bruna Caram e Mart’nália (que levou o pai, Martinho da Vila, de brinde). Seu desafio como compositor foi conseguir associar sua imagem e voz a canções que ficaram conhecidas em outras versões.

“O título é uma autopiada: em algumas das cidades do interior onde rodei, vi que as pessoas não necessariamente me conheciam, mas sim as canções, e se surpreendiam quando descobriam que eu sou o autor. Daí batizei o projeto com esse nome, tipo: ‘aposto que você não sabia que essa música era minha!’”, explica.

E qual cantora que não chegou a gravar uma música sua, mas você gostaria de ouvir seus versos e melodias na interpretação dela? “Das feras, Bethânia e Gal. Das mais jovens, Céu e Ylana. Das que viraram estrela no céu de nossa memória, Elis e Cássia. São todas exemplos de vozes que dão uma assinatura definitiva a qualquer canção”, decreta.

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