Recuperada de um câncer, Sharon Jones faz shows no Brasil

Cantora se apresentará no Rio e em Paraty

Por O Dia

Rio - Ao pensar no Brasil, a primeira imagem que vem à cabeça de Sharon Jones é a apresentação que fez no palco do Teatro Oi Casagrande, em 14 de junho de 2011. A recordação, no entanto, não tem um motivo musical. “O público que estava na frente do palco não parava de gritar que meu guitarrista era a cara do Justin Bieber. Ele se sentiu um astro. Foi muito engraçado”, relembra a dona de uma das principais vozes da soul music mundial. Momento de alegria que antecedeu um período muito doloroso na vida da cantora, que fará shows no Vivo Rio, dia 29, e no Bourbon Festival Paraty, dia 30. 

Sharon Jones enfrentou e venceu um câncer para gravar álbumReprodução Internet


Sharon se recuperou há pouco de um câncer na vesícula biliar — durante o processo, teve que extrair o órgão e partes do intestino delgado e pâncreas. O resultado desse período de recuperação aparece no ainda recente álbum — foi lançado há pouco mais de um ano —, ‘Give the People What They Want’, que tem em boa parte de seu conteúdo reflexões sobre temas como poder pessoal, superação de dificuldades, além de menções a assuntos característicos do soul, como relações amorosas e fins de relacionamentos.

“Para ser honesta, no início, eu não tinha muita certeza se iria sobreviver. Os médicos conversaram comigo sobre minha situação logo depois de eu completar 57 anos. Lembro que, na época, pensei que não conseguiria chegar aos 58. Mas essa incerteza durou muito pouco tempo. Decidi que iria vencer a doença. Foi difícil, mas consegui”, diz Sharon, em conversa por telefone direto de Nova York.

Uma parte considerável da força musical presente na obra da cantora vem da parceria de quase 20 anos que ela mantém com os Dap-Kings, banda formada por virtuoses da soul music e do rhythm & blues que se tornou mais conhecida do grande público quando, em 2006, acompanhou a cantora Amy Winehouse durante as gravações do álbum ‘Back to Black’. O grupo estará com ela nas apresentações brasileiras e na turnê norte-americana que ela fará logo em seguida.

“Os Dap-Kings são uma parte fundamental não apenas da minha música, mas também da minha vida. Não consigo me imaginar tocando com outras pessoas. Eu comecei tarde na carreira, já tinha mais de 40 anos, mas estar ao lado dos melhores músicos disponíveis é algo que sempre quis, e não há ninguém melhor do que eles. Além disso, nossa amizade cresceu ainda mais durante esse meu período de recuperação. Somos uma família”, finaliza.

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