Por daniela.lima

Rio - Quem achava que a Cinelândia teria que trocar de nome depois do fechamento do Odeon, em 2014, já pode mudar de ideia. Após quase um ano fechado, o cinema reabre hoje para o público, resgatando o sentido do nome dado à região onde se encontra desde 1926, no Centro. Mas não será só isso que o retorno trará. Além de filmes, o local abrigará outras produções audiovisuais, peças, apresentações musicais, debates, e voltará a sediar os principais festivais da cidade. Tudo isso com um toque de glamour dos tempos áureos, com direito até à volta dos extintos lanterninhas. 

Luiz Severiano Ribeiro%2C presidente da rede Kinoplex%2C na sala do OdeonDaniel Castelo Branco / Agência O Dia


“Queremos resgatar a história. A Cinelândia ganhou esse nome por causa dos 11 cinemas que teve. Hoje, só resta o Odeon, que está de volta”, comemora Luiz Severiano Ribeiro, presidente do Kinoplex, marca do Grupo Severiano Ribeiro. Por falar em memória, a retirada do letreiro na entrada da sala causou protesto entre os cinéfilos da cidade. Por fim, o nome nome Odeon foi mantido na fachada. Mas agora o local passa, oficialmente, a ser o Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro. 

“Toda a reforma foi feita com capital próprio. É o nosso presente para o Rio, que completa 450 anos. Além do início dos preparativos para o centenário da empresa, em 2017”, adianta o presidente, que investiu R$ 1,5 milhão na revitalização. É que, depois de um tempo ocioso, com o fim da administração do Grupo Estação, em junho de 2014, o espaço precisou passar por uma reforma que perdurou pelos últimos quatro meses. Os problemas estruturais acumulados ao longo dos anos exigiram uma “intervenção radical”, como classifica o diretor de programação, Sérgio Sá Leitão. 

“O público vai encontrar um Odeon até melhor do que tinha em sua memória”, garante Sérgio. Os reparos foram da rede hidráulica ao ar-condicionado, além de outros detalhes, para aumentar o conforto de quem passar por lá. “Trocamos a cortina vermelha do palco por uma preta, pois ela refletia a luz da projeção e tornava a sala muito clara”, exemplifica ele. 

E, se a intenção principal é garantir uma boa experiência ao público, nada mais importante do que zelar pela programação. “A ideia é que ela seja diversificada — com atrações, sessões e eventos especiais”, diz Sérgio. Além de filmes de temas culturalmente relevantes, também serão exibidos no telão do Odeon balés, óperas e eventos esportivos. E não é só isso. 

“O Odeon foi criado originalmente como cineteatro. Então, reformamos o palco, que está preparado para receber espetáculos cênicos e musicais”, completa o diretor de programação. Outra novidade é a galeria para exposições, prevista para o segundo semestre. “Ela vai ocupar o primeiro e o segundo andar, e abrigará mostras temporárias de fotografias e design gráfico”, revela.

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