Por daniela.lima

Rio - Se você for ao show do grupo paraense Strobo, prepare-se: pode virar músico por uma noite. Arthur Kunz (bateria e programações) e Leo Chermont (guitarras e efeitos) lançam o terceiro CD, ‘Mamãe Quero Ser Pop’, amanhã no Solar de Botafogo e convidam uma pessoa da plateia para tocar um teclado chamado Strobox, desenvolvido por eles com um amigo. 

Leo (E) e Arthur%3A músicas com títulos criativos e temas instrumentais que estão na TV e no cinemaDivulgação


“O teclado já vem com escalas e batidas gravadas e o cara que tocar nem precisa ser músico. Pode criar alguma melodia ali na hora e a gente toca junto”, conta Leo. “Queríamos algo interativo e pensamos até em criar um aplicativo, mas o legal é levar alguém da plateia para fazer um som com a gente.”

O Strobo (que tem também participação de Donatinho no show) faz música instrumental misturando rock, sons eletrônicos e ritmos do Pará. Mesmo não tendo letras, investem em títulos irônicos e criativos para as músicas como ‘Odisseia’, ‘Ostentação’, ‘Quando se Perde a Inocência’ e ‘Amazônia Bang Bang’). No título do novo disco, fizeram uma brincadeira com as bandas belenenses.

“Lá em Belém tem bandas de amigos nossos que querem parecer londrinas, naquele calor dos infernos. A ideia foi dar uma sacaneada neles”, lembra. “Mas serve para a gente também. Em 2013, fomos indicados para a categoria Revelação do Prêmio Multishow, ao lado da Anitta. Nunca imaginamos que conseguiríamos isso, nem temos um cantor!”, brinca Leo. A dupla investe também em clipes extrovertidos. No de ‘Nonsense’, Arthur aparece só de sunga e Leo usa um collant.

Além dos shows e do disco, os dois costumam emplacar músicas em trilhas de filmes e TV. “Até o ‘Esporte Espetacular’ usou uma música nossa numa matéria sobre o (jogador) Zico”, conta Leo.

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