Diário de Renato Russo chega às livrarias

Selo musical com nome do cantor lança última gravação de Negrete, ex-Legião Urbana

Por O Dia

Renato pouco antes de morrer%2C em seu apartamentoDivulgação

Rio - O álbum ‘O Descobrimento do Brasil’, lançado pela Legião Urbana em 1993, escondia referências à internação de Renato Russo (1960-1996) numa clínica de reabilitação para dependentes químicos no Rio de Janeiro, em músicas como ‘Vinte e Nove’ (referentes ao período de 29 dias, de abril a maio da 1993, que Renato viveu na clínica) e ‘Só Por Hoje’ (cuja letra adaptava o programa de recuperação dos Narcóticos Anônimos).

Uma época só agora revelada em ‘Só Por Hoje e Para Sempre’ (ed. Companhia das Letras, 200 págs, R$ 34,90), com lançamento previsto para julho.

“O livro é o diário escrito pelo meu pai, durante o período em que ficou internado. E é o primeiro dos cinco livros dele que a editora publicará nos próximos anos”, adianta Giuliano Manfredini, filho de Renato. Há outros lançamentos com o nome do cantor, por intermédio do selo Renato Russo Discos, por enquanto dedicado apenas a revisitar sua obra com regravações na seção Rádio Intérprete do portal renatorusso.com.br.

A seleção feita para o portal (reunida no CD promocional ‘Rádio Intérprete Volume 1’, o primeiro do selo) traz artistas novos como Ju Martins (‘Vamos Fazer Um Filme’) e Poesia Armada (‘A Canção do Senhor da Guerra’), uma banda cover da Legião (a Urbana Legion, com ‘Tempo Perdido’) e pelo menos uma gravação histórica — a última do ex-baixista da Legião Urbana, Renato Rocha, o Negrete, morto em fevereiro. O músico toca seu instrumento com a banda brasiliense oitentista Finis Africae, na versão de ‘Eu Sei’.

“Estávamos acompanhando a recuperação do Negrete (o músico chegou a morar nas ruas), e foi uma triste surpresa a sua morte”, diz Giuliano. O herdeiro afirmou em entrevistas que seu pai “amava muito” o ex-colega de banda, apesar de tê-lo expulsado da Legião em 1989 em meio às gravações do quarto disco da banda, ‘As Quatro Estações’. “Não acho contraditório. O Negrete não estava mais na banda por razões profissionais, mas não significa que o Renato não o amava ou não era mais seu amigo.”

Além disso, o material deixado por Russo em seu apartamento em Ipanema está sendo catalogado pelo Museu da Imagem e do Som de São Paulo. “Isso vai virar uma superexposição programada para 2017”, conta.

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