Chico César concilia romantismo e consciência social em novo álbum

'Estado de poesia' é o primeiro disco de músicas inéditas do cantor e compositor paraibano

Por O Dia

Rio - Primeiro disco de músicas inéditas do cantor e compositor paraibano Chico César em sete anos, ‘Estado de poesia’ bem poderia se chamar ‘Estado de paixão’. Barbara, a atual namorada de Chico, é a musa inspiradora de parte das 14 composições autorais do disco. A julgar por uma delas, ‘Da taça’, já em evidência nas plataformas digitais, o amor tem contribuído para a inspiração do compositor. O belo tema de amor evoca o universo do cancioneiro sentimental brasileiro, com modernidade.

Chico César concilia romantismo e consciência social em ‘Estado de poesia’%2C álbum de músicas inéditas Divulgação

Revelado há 20 anos com o álbum ‘Aos vivos’, gravado em 1994 e lançado em 1995, Chico tem reiterado a força de sua obra autoral. Seu último disco com músicas novas, ‘Francisco, forró y frevo’, lançado em 2008, foi trabalho estupendo que merecia ter feito sucesso. Mas o compositor continuou em forma desde então, como atestaram músicas fornecidas por Chico para os repertórios de discos e shows da cantora Maria Bethânia. A propósito, a única música já gravada de ‘Estado de poesia’ é a belíssima canção que dá título ao disco, ajustada ao oásis sertanejo de Bethânia no show ‘Carta de amor’ (2012).

‘Estado de poesia’ já tem registro fonográfico no CD e DVD de 2013 que perpetuam o show ‘Carta de amor’. As demais músicas do disco de Chico estão sendo reveladas oficialmente na voz do compositor, que assina sozinho 12 das 14 músicas do CD. As exceções são ‘Reis do agronegócio’ (canção-manifesto feita em parceria com Carlos Rennó e já lançada informalmente na web) e ‘Quero viver’, parceria póstuma de Chico com o poeta tropicalista Torquato Neto (1944-1972), de quem Chico musicou poema inédito.

Em ‘Estado de poesia’, Chico irmana romantismo e consciência social. ‘Negão’ é reggae que bate na tecla do preconceito racial, tendo sido gravado com a adesão do cantor baiano Lazzo Matumbi. Há também xote (‘Caninana’), frevo (‘Alberto’, em tributo a Santos Dumont), samba (‘No Sumaré) e morna (‘Miaêro’).

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