Circuito cultural vai comemorar a amizade entre Brasil e Japão

Evento começa hoje e traz 40 atrações em vários pontos da cidade

Por O Dia

O violinista Ryu Goto é uma das estrelas do evento%2C que vai até 12 de julhoDivulgação

Rio - Há seis anos no Brasil, a cônsul japonesa Michilo Shinata assume que são várias as diferenças culturais entre o seu país e o nosso. Mas nada que impeça um casamento capaz de resultar em um bom samba ou mesmo na batucada de tambores japoneses da banda Rio Nikkei Taiki. Para comemorar a amizade Brasil-Japão, que já perdura há 120 e vai muito além do sushi com manga (adaptação local da culinária nipônica), uma série de eventos vai se alastrar pela cidade a partir de hoje.

“O japonês ama a cultura brasileira. Quem mais escuta a música daqui no mundo somos nós”, diz a diretora do Centro Cultural e informativo do Consulado Geral do Japão, Michiko Shibata. Ela garante que, ao entrar em qualquer café de sua terra natal, é bem provável que esteja tocando uma bossa nova. Já por aqui, a cônsul assume que é difícil ouvir alguém cantando em sua língua. Mas há fã-clubes gigantescos de cantoras como Tsubasa Imamura, uma das 40 atrações programadas para acontecer até 12 de julho nas Naves do Conhecimento espalhadas pela cidade.

O circuito das celebrações passará por Triagem, Irajá, Madureira, Vila Aliança, Santa Cruz, Penha, Nova Brasília e Padre Miguel, além de Parque do Flamengo, Cidade das Artes, Theatro Municipal e Sala Cecília Meireles. A lista de programação é tão diversa quanto o circuito: tem apresentações musicais; da dança típica fujima; orquestras com o pianista Makoto Kuriya e o violinista Ryu Goto, oficinas de origamis e mangá. “Vai dar para conhecer um pouco de cada parte da cultura japonesa e as pessoas que fazem isso, como o mangaká (quadrinista do estilo) Nobihiro Watsuki, que é famoso pelo ‘Samurai X’”, promete Michiko.

“O jeito do brasileiro fazer amigos e de apreciar arte e cultura é muito diferente do modo do japonês. Mas esse evento é para mostrar como esse país é importante para nós”, avalia a cônsul, que preserva ainda um leve sotaque na fala. “O segundo maior festival de samba do mundo é no Japão, sabia? Agora está na hora de mostrar toda a nossa cultura aqui também”, comemora.

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