Por daniela.lima

Rio - ‘Jessalebbe — O Passado Nunca Morre’, de Kevin Greutert, já começa com um susto. A mocinha grávida Jessie (Sarah Snook) sofre um acidente de carro que muda sua vida. Ao acordar no hospital, descobre que perdeu seu bebê e o namorado (Brian Hallisay) no desastre. Sozinha no mundo e com as pernas paralisadas, o jeito é ligar para o pai (David Andrews), seu único parente vivo. 

Jessie (Sarah Snook%2C à dir.) tem que encarar várias aparições e fenômenos sobrenaturais na casa do paiDivulgação


Daí por diante, suspense e terror se misturam em um bom ritmo. E, mesmo que o filme não poupe o espectador de uma série de clichês, consegue manter uma atmosfera de tensão por um bom tempo. O cenário muda da cidade para o interior de Louisiana e logo manifestações sobrenaturais passam a atormentar a protagonista.

Jessie é acomodada na casa em que o pai viveu com sua mãe (Joelle Carter), antes de ela morrer de câncer. Apesar do lugar aparentar ter parado no tempo, para ela tudo é novo por lá. Descobrimos que, ainda criança, Jessie foi entregue a uma tia, que também já morreu. A falta do laço materno a estimula a buscar vestígios da mãe em sua estadia na residência da família.

O problema é que, quanto mais ela procura, mais é assediada por forças malignas. O único disposto a ajudá-la é Preston (Mark Webber), um ex-namorado do tempo do colegial. A partir daí, uma dose de romance é acrescentada ao suspense e ao terror já em fluxo.

Não é dito muito mais do que isso sobre Jessie. A personagem não é psicologicamente desenvolvida pela trama. Todo o foco está no mistério por trás das manifestações sobrenaturais da casa. O que não impede alguns sustos. A parte final pode ser um pouco previsível, mas é bastante lógica — principalmente em meio a uma recente safra de filmes ininteligíveis do gênero.

Você pode gostar