Por tiago.frederico

Rio - Diante do que vejo à minha volta, olho o céu e o céu não é mais aquele que eu conheci. É carregado e rajado. Vejo o mal vindo de braços e abraços com o bem, dentro e fora do Congresso, nas imediações? do Poder. Na rua, no morro, no gabinete ou no palanque. É o trem que vem do sertão, ops, do planalto.

E nós? Devemos estar contentes? Devemos agradecer ao Senhor? Devemos estar sorrindo e orgulhosos por sermos vencedores que podem olhar pra um céu? Orgulhosos por sermos "cidadãos respeitáveis"?

Conselhos do Raul Arte / Agência O DIA

Não, definitivamente não. É tudo uma grande piada, tanto quanto perigosa.

Vivemos o amargo da língua e amargamos o filho que ainda não veio.

Aguardamos o filho da justiça e da ordem.

Felicidade aqui é ouro de tolo.

O negócio é perder o medo da chuva e não aceitar a mentira.

Nunca se vence uma guerra lutando sozinho, é preciso entrar em contato.

Coragem, Brasileiro, eu sei que você pode mais.

Abandone a velha opinião formada sobre as coisas que nos afetam e poste o oposto do que postou antes.

Tenha fé em Deus, fé na vida e tente outra vez para momentos melhores e menos belicosos em nossa sociedade. Viva a sociedade alternativa!

E não diga que a vitória está perdida se é de batalhas que se vive a vida. Tente sempre. Tente outra vez.

Controlando essa maluquez , use a sua lucidez.

Porque nas mensagens que nos chegam sem parar, ninguém nota porque tá muito ocupado pra pensar.

Vimos tanto nesse país — não tem nada nesse Brasil que não saibamos demais.

Não queira provar nada e não seja besta de tirar onda de herói — aqui nessa quebrada todo mundo é vacinado, é cowboy.

Tá difícil viu. Às vezes é como se a Terra fosse parar (e começar a rodar ao contrário!)

Oh! Seu Moço do Disco Voador, me leve com você pra Lua. Me carimba dando um sim. Plunct Plact Zum.

E que minha humilde homenagem aos 70 anos completados semana passada do genial ambulante metamorfósico Raul Seixas possa provocar nosso comodismo intelectual e nos faça exercitar o pensamento divergente para uma convergência quase utópica.

Que nossa gente se torne rima perfeita e assim vire uma palavra só.

Você e eu ainda podemos sonhar.

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