Em seu segundo trabalho, Cabaret lança álbum mais conceitual

Banda toca nesta terça-feira em Ipanema

Por O Dia

Rio - Nos últimos anos, a música mudou muito: os downloads proliferaram, as vendagens de CDs diminuíram (muito) e tudo seguiu numa ponte direta até a audição de músicas em streaming. Imagine como não se sente a banda carioca Cabaret, que começou a gestar seu segundo disco, ‘A Paixão Segundo Cabaret’ em 2008, para vê-lo lançado apenas agora em 2015. O grupo de Márvio dos Anjos (vocal), Felipe Aranha (guitarra) e Marcelo Caldas (baixo) mostra as músicas do álbum hoje no Oi Futuro de Ipanema, no festival ‘A.Nota’.

Felipe (E)%2C Márvio e Marcelo%3A Cabaret hoje no Oi Futuro IpanemaRaphael Dias / Divulgação

“Nesse tempo, rolaram casamentos, problemas de saúde, nascimento de crianças, eu fui morar em São Paulo e a banda toda ficou no Rio etc. Mas tínhamos uma participação do Ney Matogrosso no disco (em ‘Dentro de Você’), a masterização foi feita em Abbey Road... Isso foi fundamental para que não desistíssemos do álbum”, conta Márvio, também jornalista. ‘A Paixão Segundo Cabaret’ é ainda por cima um disco conceitual. "O disco todo é muito teatral. Em 2008, eu já pensava no que justificava fazer um CD desses numa época em que as pessoas se preocupam com singles. Mas o disco não depende de audição contínua. Dá para escutar cada música em separado".

Escrito na década passada, o material do álbum, garante Márvio, não envelheceu. O CD conta a história de um personagem que, após uma desilusão amorosa, decide não se apaixonar por mais ninguém. “Pensei em dez passos da paixão, como há aquelas etapas do processo de luto. Hoje acho engraçado o fato do disco ser anterior ao Tinder”, brinca. “Mas a décima-segunda faixa do álbum, ‘Nada Vai Ser Amor’, até antecipa essa onda, porque o personagem decide descontar toda a frustração que ele teve com alguém e, a partir, de agora ele vai querer só sexo.”

Além do núcleo fixo da banda, o Cabaret traz outros músicos no show: Cid Boechat na bateria, Raphael Dias na guitarra base e Natasha Nunes e Tatiane Fake nos vocais. Toni Platão é o convidado da noite, para cantar uma das faixas do novo disco, ‘Já É Tarde’. Músicas do primeiro álbum, homônimo (de 2007) estão também no show, como ‘Um Cadáver no Palco’ e ‘O Amor e a Guerra’. “Temos uma pegada teatral, de rock de arena. Não consigo não fazer isso. Hoje todo mundo voltou a uma época de rock mais discreto. Parece que estão com medo de guitarra!”

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