Fazenda São Luiz da Boa Sorte é cenário de exposição e palestras

Em Vassouras, último fim de semana para visitar mostra

Por O Dia

Rio - Ainda dá tempo de fazer uma viagem ao passado e entrar no clima do Império no Brasil na terceira edição do projeto ‘Casa Real’, que acontece na Fazenda São Luiz da Boa Sorte, em Vassouras, de 1876, propriedade de Liliana Rodriguez e Nestor Rocha. As portas estão abertas até amanhã, e a entrada é gratuita para conferir a exposição, que recria vários ambientes da sede. Hoje, às 14h30, o evento conta ainda com palestras sobre prataria e tapeçaria. Há também visitas guiadas. 

Os tons de rosa%2C os florais%2C as bonecas de porcelana e os querubins predominam no Quarto das MeninasDivulgação


No projeto, que faz parte da programação do Festival do Vale do Café, destaque para os ambientes femininos. Entre os expositores, está o arquiteto Guilherme Osborne, responsável pelo ‘Quarto das Meninas’, charmoso e romântico, em tons de rosa claro, com cortinas leves e tecidos fluidos com acabamento em flores. “Naquela época, as filhas dormiam em frente ao quarto da mãe, a baronesa. É como se elas tivessem amadurecido, de crianças para jovens. Atrás das camas, usei tecidos que remetem a nuvens barrocas e querubins, protetores das pequenas. E bonecas de porcelana”, conta Guilherme.

Segundo ele, a vida era diurna, dormiam às 19h e acordavam às 5h, por causa da falta de luz e dos banheiros, que eram fora da casa. Por isso, era comum usarem bacias com água para se banharem. Foram dois meses de trabalho, com boa parte dos objetos garimpados de antiquários e do acervo da fazenda de Lili. O quarto não tem valor comercial, mas, de acordo com o arquiteto, está avaliado em torno de R$ 100 mil.

Luciana Nasajon assinou ‘O Quarto da Baronesa’, uma mulher sofisticada, à frente de seu tempo. De Paris, ela trouxe referências como tecidos nobres. As joias inspiraram a escolha das cores. O amarelo, do ouro, o cinza, do estanho, e a prata. Há também o ‘Quarto da Madrinha’, de Sophia Galvão, em tons pasteis, dourado e azul.

“De lá para cá, os hábitos mudaram, claro, mas ainda se usa esse tipo de cama, tecidos, louças, tapetes persas e bordados ingleses. Não é todo mundo que gosta, mas alguns clientes ainda preferem essa decoração mais rebuscada”, acrescenta Guilherme.

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