Especialista sobre ataques a Fernanda Lima na web: 'Reação exagerada'

Apresentadora foi chamada de preconceituosa ao postar foto de funcionárias sem uniforme: 'Aqui não tem essa de babá vestida de branco'

Por O Dia

Rio - Uma foto de duas funcionárias negras, vestidas com roupas sociais e postada despretensiosamente na internet, na noite de terça-feira, acompanhava a legenda: “Aqui em casa não tem essa de babá vestida de branco! Ó o grau das mina!”. Foi o suficiente para que a atriz e apresentadora Fernanda Lima acendesse o pavio da polêmica em torno de um suposto preconceito racial embutido no texto.

Ângela e Tayane Dias: babás e filhas de uma amiga de Fernanda LimaReprodução

Não demorou para que internautas se dividissem entre críticas positivas e negativas. “O mais triste não é o fato de estarem vestidas de branco, é o fato de sempre vermos pelo passado escravocrata. A sinhá branca falando 'olha, minhas negras não vivem na senzala, são da casa'. Um dia, neste, país ainda vamos ver os negros no poder e não só subalternos como essa foto”, desabafou um dos autores dos mais de mil comentários e 21 mil curtidas no Instagram.

Outro fã da apresentadora minimizou o tom das críticas. “Uma pessoa racista jamais confiaria parte da criação dos seus filhos a funcionárias negras e exibiria fotos com orgulho. Parabéns por ser uma grande mãe e grande patroa”, escreveu.

Com o jogo de cintura de quem, costumeiramente, se vê em embaraços ao apresentar o programa Amor e Sexo, Fernanda Lima se posicionou em relação às babás Ângela e Tayane Dias. "Essas meninas são filhas de uma grande amiga e não trabalhavam. Quando tive meus filhos, liguei perguntando se elas queriam uma oportunidade de trabalho”, rebateu.

Em seu post, Fernanda explica que, “apesar de difícil, a profissão de babá pode ser muito rentável. Elas convivem com nossa família, comemos na mesma mesa, conversamos e trocamos confidências. Estou meio cansada dessas discussões e interpretações de texto alucinadas da rede. E também torço por um presidente negro”, rebateu.

Para Ivanir dos Santos, membro de comissões de tolerância na Alerj, o frisson foi desmedido. “Vi como um ato de carinho. Essa reação exagerada também é fruto de preconceito e muito perigosa”, afirmou.

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