Bia Willcox: Pai, esse elemento que nos faz sermos e havermos

Minha homenagem à figura de pai que, homens ou não, de sangue ou não, bons ou maus, participaram como exemplo positivo ou negativo ao que somos hoje

Por O Dia

Rio - Ontem foi Dia dos Pais. Pai, te amo. Toda a forma de amor e de pai valem a pena. Ter pai pode ser uma sorte. Eu explico o porquê dessas afirmações bobas e aparentemente sem razão de ser e de estar. Mãe é tudo. Seja uma, duas ou três. Mãe aquece e alimenta o corpo e a alma. Mãe é a certeza biológica absoluta. Mãe é a certeza afetiva, mesmo sem o legado genético. O pai, ah, o pai. Aquele que não gestou nem pariu, e não amamentou também.

Pai, esse desconhecido tão fundamental na concepção humana desde sempre. O cara heroico que precisa romper a ligação binomial de mãe e filho nos primeiros tempos de relação para torná-la um saudável trio e é ao mesmo tempo imprescindível pra que tudo isso aconteça.

Biologicamente necessário, pro bem ou pro mal. Pai pro bem — tão bom... Pai cultural de terno e gravata chegando tarde e deixando a mãe na mão. Pai que troca fralda e reveza as madrugadas. Pai que faz cerimônia, pai que faz xodó, pai egocêntrico, pai que é mãe.

Pai que viaja muito, pai que cuida da casa, pai poderoso fora, pai poderoso dentro de casa. Pai que provê e prevê. Pai longínquo, pai diferente, pai indiferente. Pai yin, pai yang. Pai hétero, pai gay. Pai que deseja nos realizar e pai que deixa a desejar.

Pai necessário — para seguir ou desviar, copiar ou questionar, amar ou odiar. Tem pai para toda a situação, gosto e realidade. Tem o antipai.

Mas não se pode negar: sem eles não somos nem temos nem havemos. Viva o raciocínio espacial, a testosterona instintiva, o pensamento mais prático e uma certa brutalidade ignorante do pai! Afinal, sem ele não seríamos a mistura que somos, não teríamos um contraponto nem o ponto de interrogação.

Minha homenagem à figura de pai que, homens ou não, de sangue ou não, bons ou maus, participaram como exemplo positivo ou negativo ao que somos hoje.

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