Livro discute discriminação, machismo e bullying

Ilustrações publicadas no Facebook alcançaram visibilidade e poderão ser vistas no livro 'Mulheres'

Por O Dia

As ilustrações da mineira Carol Rossetti%2C que mostram os preconceitos sofridos pelas mulheres no dia a dia%2C publicadas no Facebook%2C agora estão reunidas no livrDivulgação

Rio - Os lápis coloridos e as folhas de papel viraram ferramentas de combate na luta contra o machismo e o preconceito enfrentado pelas mulheres brasileiras. Figuras femininas, em diversas situações, ganharam vida pelas mãos da ilustradora mineira Carol Rossetti, de 27 anos, que encontrou nos desenhos uma forma de mostrar para a sociedade o que essas mulheres passam no dia a dia. As ilustrações, publicadas no Facebook da designer, alcançaram visibilidade e poderão ser vistas no livro ‘Mulheres’ (Sextante, 160 páginas, R$ 39,90), que chega este mês às livrarias.

“A ideia das ilustrações é mostrar que essas mulheres não estão sozinhas. Muitas pessoas se sentem incomodadas quando ouvem alguma ofensa ou são discriminadas. Saber que mais mulheres também passam pelas mesmas dificuldades dá força para elas usarem a própria voz”, diz Carol.

O primeiro card surgiu em 2014 e retratava Marina, uma jovem acima do peso, que era julgada por usar um vestido com listras. A partir daí, imagens com mulheres de todas as idades, sexos e crenças foram destaque pelas mãos da designer. Tabus que envolvem sexualidade, beleza, violência e identidade são outros temas centrais do trabalho da mineira, que já foi traduzido para 15 idiomas. Apesar das figuras retratarem o sexo feminino, a designer diz que isso não impede que homens também se identifiquem com o projeto.

“Já recebi mensagens de dois tipos: dos homens que também já sofreram algum tipo de preconceito e outras daqueles que já praticaram essas ofensas contra as mulheres, sem perceber”, relata.

Para Carol, a raiz dos insultos é cultural e também está ligada à falta de respeito com o próximo. “Muitas pessoas não respeitam as atitudes dos outros por uma questão de hábito. Acho que isso é cultural nosso. Primeiro estranhamos o diferente para só depois pensar sobre isso. Acho que o diálogo é a solução”, diz a mineira, cujo trabalho já foi destaque no canal a cabo CNN.

Reportagem: Beatriz Calado

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