Por karilayn.areias
O ator Babu Santana concorre a Melhor Ator pelo papel de Tim MaiaDivulgação

Rio - Por causa de um telefonema, Babu Santana achou que fosse ter um enfarte. Quando soube que havia sido escolhido para viver Tim Maia na cinebiografia do cantor, foi emoção demais. “Ele foi o meu primeiro protagonista e é um grande ídolo meu”, explica Babu. E hoje ele corre o risco de passar o mesmo susto no palco do Cinema Odeon, onde, com ‘Tim Maia’, concorre a Melhor Filme e Melhor Ator na 14ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Com a mesma empresa de auditoria da votação do Oscar, a Price Waterhouse Coopers, os vencedores serão escolhidos pelos sócios da Academia Brasileira de Cinema (ABC), todos profissionais do meio audiovisual. “É a premiação de maior prestígio para o cinema nacional”, afirma Jorge Peregrino, vice-presidente da ABC. Animado, ele comemora a volta ao Odeon e a escolha da personalidade do ano. “Finalmente iremos homenagear o nosso presidente, Roberto Farias, de importância indiscutível para a história do cinema”. O ator Grande Otelo, cujo centenário é comemorado este ano, também será lembrado.

Para Babu, o lugar aumenta a sua expectativa para a cerimônia. “Foi no Odeon que o meu sonho com cinema começou. Minha tia me levava todo fim de semana para ver ‘Os Trapalhões’’’, recorda o ator, que também concorre pelo papel coadjuvante no longa ‘Julio Sumiu’.

Outra que terá duas vezes a chance de brilhar esta noite é Fabíula Nascimento. Concorrendo a Melhor Atriz por ‘O Lobo Atrás da Porta’ e Melhor Atriz Coadjuvante por ‘Não Pare na Pista’, ela afirma que não fica nervosa antes de premiações. “Os prêmios nunca mudaram a minha vida, nunca me colocaram em lugar nenhum. Meu trabalho muda a minha vida”, analisa a atriz, que está no ar na Rede Globo como a doceira Paulucha de ‘I Love Paraisópolis’.

Além dos 250 jurados, o público também vai decidir o resultado do Grande Prêmio. A categoria Voto Popular irá escolher os Melhores Longa-Metragem de Ficção, Longa-Metragem de Documentário e Longa-Metragem Estrangeiro. E nas próximas edições o prêmio pode aumentar e abrir mais espaço para filmes internacionais. O vice-presidente Jorge Peregrino brinca: “Não somos xenofóbicos. Além disso, os outros países têm espaço para os estrangeiros em suas premiações. Estamos atrasados.”

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