Por karilayn.areias

Rio - Se você entrar no “armário de música” de Paulo Gustavo, vai encontrar de tudo. “Desde Beyoncé e Rihanna a Gal Costa, Maria Bethânia, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ney Matogrosso. No dia 16, vou num show da Madonna (em Nova York), já comprei o ingresso no início do ano”, revela o ator, seguindo à risca o lema ‘Todo Mundo É Fã’, que norteia a 22ª edição do Prêmio Multishow. Ele e Ivete Sangalo estão pelo quarto ano consecutivo à frente da atração, transmitida ao vivo direto da Arena da Barra hoje, a partir das 22h30. E o ator diz que, bem antes da fama, aprendeu a ser fã de música brasileira desde cedo, com a mãe.

Premiação dispensou o esquema de quatro apresentadores e fica só com Paulo (E) e Ivete%2C em três palcosDivulgação

“Para sustentar a mim e a minha irmã, minha mãe trabalhou como corretora, dava aula em Ciep, já foi porteira do edifício e uma das coisas que fazia também era cantar na noite para aumentar a nossa renda. Ela fazia show em festas, cantava em clube. Fui criado escutando Noel Rosa, Ary Barroso, Vinicius de Moraes”, recorda Paulo, fã também da amiga Ivete, com quem passou a segunda batendo os textos do evento na Arena. “Ela é a rainha, amo todas as músicas dela. É o oitavo ano que eu passo Carnaval em Salvador e vou sempre ao trio dela. Quando se fala em axé, a primeira música que vem na cabeça é ‘Milla’, do Netinho”.

Norteada pela ligação fã-ídolo, a configuração do evento traz três palcos, com quatro bolsões de público em volta deles. “Queremos todo mundo dentro do espetáculo. Num determinado momento, fã e artista são iguais”, conta a diretora geral Stella Amaral, que vai brincar com essas relações entre artistas de “tribos” iguais ou diferentes que se gostam. A edição do ano passado teve quatro apresentadores (além de Paulo e Ivete, eram Tatá Werneck e Didi Wagner), mas a direção preferiu não repetir o esquema, “porque descentralizamos o palco e ficaria confuso”.

HOMENAGENS 

Em 2015, o prêmio homenageia os 30 anos do axé (com hits do estilo cantados por Durval Lelys, Netinho, Timbalada, Bell Marques, Gerônimo e Ivete Sangalo) e os vindouros cem anos do samba (com Zeca Pagodinho, Diogo Nogueira, Mosquito, Péricles, Teresa Cristina, Thiaguinho, Alcione, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Xande de Pilares). Maestro do prêmio por quatro anos, Lincoln Olivetti (1954-2015) tem músicas suas, ou arranjadas por ele, interpretadas por uma banda liderada pelo diretor musical Alexandre Kassin.

Outros homenageados são Caetano Veloso e Gilberto Gil, que completam 50 anos de carreira. Os dois têm músicas interpretadas pelas cantoras Anitta, Ana Cañas, Ana Carolina, Maria Gadú, Ivete Sangalo e Gal Costa, e depois lembram ao vivo três canções da turnê ‘Dois Amigos — Um Século de Música’. Tem sertanejo e funk também — o primeiro com hits relembrados por Gusttavo Lima, Lucas Lucco, Marcos & Belutti, Henrique & Diego e Luan Santana; o segundo defendido (lado a lado com o pop e o forró) por Ludmilla, Mr. Catra, Latino, Pablo e Psirico.

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