Por karilayn.areias

Rio - A banda curitibana Esperanza é, para muitos, novata no mercado. Bom, nem tanto: eles já tiveram uma carreira que durou dez anos com o estranho nome de Sabonetes e chegaram a ter seu primeiro disco, independente (de 2010), reeditado pelo selo Midas Music, com distribuição da grandalhona Universal. O terceiro disco, ‘Z’, leva Arthur Roman (voz e guitarra), João Davi (baixo) e Wonder Bettin (guitarra) de volta às multinacionais pelas mãos da Sony Music. Em meio ao tom mais pop e enérgico das músicas novas, o trio reflete sobre as dificuldades enfrentadas hoje por quem vive de música.

João (E)%2C Arthur e Wonder%3A mesmo clima enérgico dos primeiros anosDivulgação

“A gente sempre deu um jeito. Sou músico há mais de dez anos e tem períodos bons e ruins. Ser artista é uma vida inconstante. Se você não fizer tudo exatamente do jeito que você quer, não vale nem a pena começar”, diz Arthur.

Inicialmente, a Sony quis reeditar o homônimo segundo disco da banda, que havia saído por crowdfunding (financiamento coletivo). Só que o trio mostrou músicas novas e a multinacional topou um novo álbum, com produção de Kassin. Com formação de trio após a saída do baterista Alexandre Guedes, o Esperanza se tornou “quase uma big band” ao vivo, como diz o vocalista. “Temos naipe de metais, dois tecladistas, nove ou dez pessoas no palco envolvidas musicalmente com a banda. E nossos shows estão com o mesmo clima enérgico da época do primeiro disco. Outro dia, no fim de um show, eu estava com um corte no rosto e nem lembro como ele apareceu”, brinca.

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